Sexta-feira, 15 de agosto de 2025 — A JHSF Participações reportou no 2T25 lucro líquido de R$ 245,8 milhões, receita líquida de R$ 496,1 milhões (+25,2% a/a) e Ebitda ajustado de R$ 247,2 milhões (+21,9%), com margem de 49,8% (-1,3 p.p.). O motor foi a renda recorrente: receita de R$ 337,4 milhões (+24,9%), Ebitda ajustado de R$ 150,6 milhões (+20,6%). Nos shoppings, as vendas somaram R$ 1,188 bilhão (+17%), com ocupação de 99,2% e custo de ocupação de 8,4%; o Cidade Jardim avançou 26,9% e inaugurou o Health Center. Aeroporto cresceu 64% em movimentos e 54% em litros, Residences atingiu 90% de ocupação e a JHSF Capital encerrou com AUM de R$ 2,7 bilhões — quadro que confirma o crescimento de 17% nas vendas de shoppings no 2T25 e a inauguração do Health Center no Cidade Jardim.

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Do lado de balanço, a valorização das propriedades para investimento adicionou R$ 131,3 milhões ao trimestre, enquanto a conclusão do CRI de R$ 625 milhões, a 103,98% do CDI e prazo médio de 5,11 anos, reduziu o custo médio da dívida em 0,66 p.p. e alongou a duration em um ano. Esse redesenho do passivo sustenta a próxima onda de entregas – Boa Vista Village Town Center e São Paulo Surf Club com abertura esperada em 2025, o Shops Faria Lima em construção e novos hangares no Aeroporto previstos entre 3T25 e 4T25 – ao mesmo tempo em que preserva liquidez para capturar oportunidades em segmentos de alta renda.

A combinação de alongamento da dívida e robustez operacional convive com remuneração ao acionista, reforçando disciplina de capital e confiança no fluxo de caixa dos ativos recorrentes. Em 2025, a companhia já vinha sinalizando esse equilíbrio com a distribuição de R$ 250 milhões em dividendos mensais ao longo de 2025, apoiada por resultados fortes no 1T25 e por acesso eficiente ao mercado de capitais. Os números do 2T25 sugerem continuidade dessa tese: expansão orgânica com ticket e ocupação elevados nos shoppings, melhora de diária e couvert na Hospitalidade e ganho de escala no Aeroporto, reduzindo a dependência de ciclos de incorporação e fortalecendo a previsibilidade de caixa para financiar o pipeline sem pressionar alavancagem.

Por fim, a estratégia premium da JHSF extrapola o mercado doméstico. A internacionalização do portfólio de hospitalidade, ancorada na marca Fasano, avançou com o soft opening do Fasano Al Mare Beach Club, primeira fase do projeto Fasano Sardegna, movimento que amplia a presença no ultra-luxo e diversifica a base de receita em destinos de alto padrão. Ao conectar expansão internacional, ativos de renda em aceleração e passivo alongado a custo competitivo, o 2T25 mais do que reporta números: consolida uma trajetória de crescimento baseada em recorrência de qualidade, monetização de propriedades e alocação disciplinada de capital.

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