O GPA (PCAR3) informou que o acionista André Luiz Coelho Diniz indicou Rômulo Santos Siqueira para membro titular do Conselho Fiscal e Décio Chaves Rodrigues como suplente. A eleição de 1 membro efetivo e seu respectivo suplente ocorrerá na AGE de 6 de outubro de 2025. Ambos são contadores, com histórico robusto em contabilidade e governança; os formulários de referência declaram ausência de impedimentos, de relações com partes relacionadas e atendimento aos critérios de independência do art. 162 da LSA. O aviso também relembra a regra legal que veda a eleição de administradores, empregados e cônjuges ou parentes até terceiro grau de administradores para o Conselho Fiscal.
Este movimento dá sequência ao processo de recomposição de órgãos de controle: desde 22/08, a pauta da AGE inclui a eleição de membro e suplente do Conselho Fiscal, após renúncias e como parte do redesenho de governança. Ao apresentar perfis com sólida formação contábil e independência formal declarada, o bloco proponente busca garantir quórum técnico para acompanhar demonstrações financeiras, políticas de provisão e conformidade, em linha com o art. 162 da LSA. Em ciclos de desalavancagem e disciplina de capital, um Conselho Fiscal funcional atua como guardião de ritos, relatórios e relacionamentos com auditores, reduzindo ruídos e elevando a accountability.
Vale lembrar que, no início de setembro, a família havia sinalizado que a assembleia não deveria aguardar a definição do CF, ao priorizar a recomposição do Board via a submissão de chapa com nove candidatos e pedido de AGE para recompor o Conselho. A indicação atual, portanto, parece um ajuste tático: assegurar preenchimento mínimo e independência do CF sem alterar o foco da AGE na recomposição do Conselho de Administração. Na prática, o ato preserva a cadência do calendário societário e fortalece o ecossistema de controles, com ênfase contábil e de governança coerente com o momento.
Esse reforço técnico ganha ainda mais peso diante de litígios que exigem supervisão apurada de riscos e provisões, como a medida cautelar do Assaí sobre garantias e contingências da cisão de 2020. Em cenários potencialmente arbitrais, um Conselho Fiscal com especialistas contábeis e independência formal acelera a leitura de exposições tributárias, a aderência a contratos de separação e os critérios de provisionamento, além de melhorar o diálogo com auditoria externa e comitês internos. Isso tende a reduzir assimetrias de informação, elevar a previsibilidade de decisões e sustentar a disciplina de capital.
Nessa linha, a ênfase em técnica e independência conversa com o esclarecimento ao Ofício da B3 sobre o Comitê Financeiro e de Auditoria, quando o GPA reiterou maioria independente, presença de especialistas contábeis e ritos de conformidade. Um Conselho Fiscal recompleto e alinhado a esse padrão contribui para uma governança integrada: controle de riscos, monitoramento de KPIs contábeis e coerência entre Board, comitês e fiscal. Próximo passo: a AGE desta segunda-feira, 6/10/2025, deliberará a eleição do 1 membro efetivo e respectivo suplente do Conselho Fiscal, à luz das informações e declarações de independência apresentadas.







