O GPA (PCAR3) informou que os acionistas André Luiz, Alex Sandro, Fábio, Henrique Mulford e Helton Coelho Diniz solicitaram, em 22/08/2025, a convocação de AGE para deliberar a destituição integral do Conselho de Administração e a eleição de novos membros. O Conselho atual manifestou apoio unânime à convocação. Segundo a família, a meta é garantir representatividade proporcional à participação acionária, com indicações tecnicamente qualificadas para enfrentar os desafios da companhia. A assembleia também tratará da recomposição do Conselho Fiscal, diante de renúncias já comunicadas, preservando o rito formal e a continuidade dos controles. Este movimento se insere no arco iniciado com a entrada da família Coelho Diniz como acionista relevante (17,7%), quando o GPA passou a conviver com uma base de capital mais plural e atenta à governança.
De lá para cá, a família adotou uma trajetória de construção de influência institucional, sem ruptura pública da estratégia: reiterou ausência de acordos de voto e de intenção de alterar o controle, ao mesmo tempo em que ampliou a exposição e manteve o discurso de estabilidade e técnica. O pedido de AGE, portanto, sinaliza alinhamento entre peso econômico e voz no colegiado, priorizando competências e accountability. Essa busca por reequilíbrio no Board conecta-se diretamente à elevação da participação para 24,6% e formação de bloco estável, passo que consolidou a presença do grupo no capital e ampliou a expectativa por representatividade na agenda de governança.
Além do Conselho de Administração, a pauta da AGE inclui a eleição de membro e suplente do Conselho Fiscal, endereçando a vacância decorrente das renúncias no Conselho Fiscal em 17 de agosto. Ao resolver a recomposição por assembleia, a companhia reforça o encadeamento institucional: fiscalizar finanças e riscos com quórum adequado enquanto segue executando a estratégia de foco em rentabilidade, disciplina de capital e maturação de lojas após a desaceleração do plano de abertura. Na prática, um Conselho Fiscal completo e alinhado é complementar a um Board com competências reforçadas, sobretudo em um ciclo que exige supervisão fina sobre alocação de capital, produtividade e gestão de caixa.
No mesmo fio de governança, os últimos meses mostraram ajustes incrementais nos fóruns de supervisão, preservando quóruns e especialização técnica. Divergências quanto à coordenação do Comitê Financeiro e de Auditoria foram tratadas em linha com a regulação, com manutenção da maioria independente e de especialistas contábeis — um sinal de continuidade com refinamento institucional, não de ruptura. Esse contexto foi detalhado no esclarecimento ao Ofício da B3 sobre o Comitê Financeiro e de Auditoria, que ajuda a entender a atual proposta: atualizar a composição do Board para refletir a nova estrutura acionária, mantendo a bússola estratégica voltada à execução com disciplina e transparência.







