Na terça-feira, 5 de maio de 2026, a Ambev (ABEV3) divulgou, em apresentação de resultados do primeiro trimestre de 2026, que o volume total de vendas permaneceu praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o volume de cerveja cresceu um dígito baixo. A companhia também informou que a receita líquida avançou um dígito alto e que o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve crescimento em duplo dígito no 1T26.
Nos principais mercados, a empresa reportou, para a unidade de cerveja Brasil, aumento de 9,6% na receita líquida, crescimento de 7,6% do EBITDA e queda de 60 pontos-base na margem EBITDA. No negócio de bebidas não alcoólicas no Brasil, a receita líquida subiu 1,8%, o EBITDA aumentou 16,4% e a margem EBITDA avançou 400 pontos-base. Na América Latina Sul (LAS), a receita líquida cresceu 10,2%, o EBITDA aumentou 12,2% e a margem EBITDA teve alta de 60 pontos-base. No Canadá, a receita líquida ficou estável, o EBITDA aumentou 6,7% e a margem EBITDA subiu 160 pontos-base, enquanto na unidade CAC a receita líquida avançou 10,0%, o EBITDA cresceu 13,6% e a margem EBITDA teve alta de 130 pontos-base.
No Brasil, a Ambev informou que a indústria de cerveja recuou na casa de um dígito médio no 1T26, mas com melhora em relação ao quarto trimestre de 2025, influenciada principalmente por fatores climáticos, mantendo, segundo a empresa, fundamentos sólidos para o setor. Ainda na unidade de cerveja Brasil, os volumes da companhia cresceram 1,2%, com melhoria do equity das marcas e ganhos de participação de mercado nos segmentos Premium, Balanced e Mainstream, de acordo com estimativas internas. As cervejas premium cresceram acima de 20%, as chamadas balanced choices tiveram expansão superior a 70%, as cervejas sem álcool cresceram na casa dos 10% baixos e o portfólio beyond beer avançou na casa dos 20%.
No negócio de bebidas não alcoólicas no Brasil, a Ambev reportou que a relatividade e a participação de mercado melhoraram sequencialmente, embora o volume tenha ficado 3,9% abaixo da indústria no trimestre. O equity do refrigerante Guaraná ficou acima da participação de mercado e o portfólio sem açúcar cresceu na casa dos 15%. Na América Latina Sul, com foco na Argentina, a companhia destacou que o ambiente macroeconômico se tornou mais estável, com queda de volume em um dígito baixo, ganho de participação de mercado, crescimento de marcas acima do segmento core em um dígito alto e gestão de receita descrita como disciplinada.
A Ambev também apresentou dados de seu ecossistema digital no Brasil. No marketplace Bees, 75% da base de consumidores do país realizou compras, com o GMV (Gross Merchandise Value, ou valor bruto transacionado) dobrando no período, impulsionado pelo modelo 3P. Já o Zé Delivery, descrito como uma das principais plataformas de conveniência do Brasil, respondeu por um dígito médio do volume de cerveja no país e registrou crescimento de GMV em um dígito alto, com cerca de 80% dos consumidores classificados como Millennials e Geração Z.








