Nesta segunda-feira, 1º de setembro de 2025, o GPA (PCAR3) informou que a família Coelho Diniz submeteu uma chapa com nove candidatos ao Conselho de Administração e pediu que o colegiado delibere sobre a convocação de uma AGE para destituir e eleger novos membros. Na carta, os signatários defendem que parte dos indicados pode ser classificada como independente segundo a CVM 80 e o Regulamento do Novo Mercado, solicitam celeridade na convocação e registram que não pretendem indicar nomes ao Conselho Fiscal, para que a assembleia não seja postergada por esse tema. Este movimento dá continuidade ao pedido de AGE para destituição integral do Conselho and eleição de novos membros apresentado em 22 de agosto, transformando a pauta de governança em proposta concreta de recomposição do Board com foco em representatividade e técnica.
O passo atual também se apoia na reconfiguração da base acionária: em 24 de agosto, o grupo elevou sua participação e consolidou-se como polo estável no capital, criando condições para alinhar peso econômico e voz no colegiado. Na prática, a submissão da chapa funciona como desdobramento institucional da influência construída desde julho, quando o bloco passou a ganhar relevo e passou a vocalizar expectativas por accountability e disciplina de capital. Esse encadeamento corrobora a fase de execução mais criteriosa do GPA, que privilegia rentabilidade e maturação de lojas sobre expansão acelerada, agora sob um quórum potencialmente mais previsível após a elevação da participação para 24,6% e formação de bloco estável.
Do ponto de vista de governança, a ênfase em independência dialoga com a recente calibragem dos fóruns de controle. A presença de nomes com histórico no colegiado, como Edison Ticle, remete ao ciclo de ajustes no Comitê Financeiro e de Auditoria, quando a companhia reforçou maioria independente, especialização contábil e ritos de conformidade, conforme o esclarecimento ao Ofício da B3 sobre o Comitê Financeiro e de Auditoria. Ao separar a pauta do Conselho Fiscal e afirmar que a AGE não deve aguardar a definição de seus candidatos, os proponentes mantêm a cadência decisória iniciada em agosto: recompor o Board para sustentar supervisão de riscos, disciplina de capital e execução operacional, preservando a trajetória estratégica e reduzindo ruídos em torno de controle e governança.







