Em resposta ao Ofício nº 264/2025-SLE da B3, o GPA (PCAR3) esclareceu que, em 5 de agosto, Edison Ticle e Sebastián Dario Los renunciaram aos cargos de membros independentes do Comitê Financeiro e de Auditoria Estatutário, mas permaneceram como conselheiros independentes. A companhia detalhou que as cartas de renúncia registraram desconforto com a coordenação do comitê por membro não independente. O GPA enfatizou que o Regulamento do Novo Mercado não exige coordenação independente e reforçou a maioria de membros independentes, a presença de dois especialistas externos em contabilidade e o tratamento de conflitos pelo art. 156 da Lei das S.A. O comunicado lembra que o tema já havia sido divulgado no registro da renúncia de membros do Comitê Financeiro e de Auditoria em 14 de agosto, mantendo a narrativa de continuidade e conformidade regulatória.
Este esclarecimento consolida o arranjo de governança aprovado pelo Conselho em 25 de junho, quando a composição e a coordenação do comitê foram deliberadas por unanimidade. Em termos de trajetória, não se trata de ruptura, mas de ajuste fino de papéis e responsabilidades em linha com o desenho institucional recente. A diretriz já havia sido inaugurada com a criação do Comitê Financeiro e de Auditoria em julho, marco que ampliou o escopo de supervisão financeira e contábil e definiu processos formais de reporte, reforçando a accountability entre Conselho e instâncias de auditoria. Ao reafirmar critérios de independência, especialização técnica e gestão de conflitos, o GPA sinaliza que o comitê segue operando com quórum, competências e ritos de trabalho preservados.
No plano cronológico, o ajuste no comitê se integra a uma etapa mais ampla de “afinamento” da governança, com reposicionamentos também em outros órgãos de controle. Dias após as cartas ao comitê, houve as renúncias no Conselho Fiscal em 17 de agosto, com a companhia indicando providências para recomposição de cadeiras. O encadeamento dos fatos sugere um processo de calibragem institucional: rever composições, manter maioria independente, assegurar especialistas e reforçar a integração entre Conselho, Comitê de Auditoria e Conselho Fiscal. Para o investidor, o sinal prático é estabilidade do arcabouço de controle, mesmo diante de divergências de interpretação sobre a melhor configuração de independência na coordenação.
Estratégia e governança caminham juntas. Ao reiterar que o comitê opera “em conformidade com os mais elevados padrões”, o GPA reforça a disciplina que sustenta sua agenda de capital e priorização de projetos. Essa postura coaduna-se com a descontinuação das projeções de 300 lojas entre 2022–2026, quando a varejista trocou velocidade por qualidade, favorecendo maturação de ativos e ROIC. Em tal contexto, comitês robustos atuam como filtro crítico para alocação de capital, revisão de portfólio e monitoramento de KPIs de produtividade. A mensagem central permanece: continuidade com ajustes incrementais, transparência nos ritos e fortalecimento de salvaguardas de governança para sustentar a execução operacional.







