Na sexta-feira, 5 de setembro de 2025, a Taesa (TAEE3, TAEE4, TAEE11) informou que a Diretora Financeira e de Relações com Investidores, Catia Pereira, participará da entrevista “5 perguntas para o CFO”, em 8 de setembro de 2025, às 17h30 (horário de Brasília), transmitida nos canais da Assetz Expert Recruitment, em atendimento ao Ofício-Circular nº 7/2020-CVM/SEP. O foco será sua trajetória, a visão sobre a área financeira e o setor de transmissão, além dos desafios e planos para o futuro da companhia. O movimento dá continuidade à estratégia de comunicação ativa com o mercado, em linha com a participação no Genial Analisa em 19/08, quando a administração detalhou operações, dividendos e expansão, reforçando coerência narrativa entre mensagens e execução.
Em termos de conteúdo, a conversa tende a atualizar a leitura do novo ciclo regulatório, da disciplina operacional e da captura de RAP após entregas recentes. No 2T25, a companhia reportou lucro regulatório de R$ 299,4 milhões, receita líquida regulatória de R$ 621,3 milhões e EBITDA de R$ 521,7 milhões, com margem de 84%, beneficiada pela entrada antecipada de Pitiguari, reforços em Novatrans, PV mais baixa e IPCA positivo. Esses vetores sustentam a projeção de RAP operacional de R$ 4,0 bilhões a partir do 3T25. Assim, espera-se que a CFO explique como a Taesa pretende capturar integralmente esse patamar, abordando alavancas de OPEX, controle de PV, ramp-up de ativos e o pipeline de obras. Vale lembrar que no 6M25 o CAPEX avançou mais de 100% e a PV ficou abaixo de 1% da Receita de Transmissão, sinalizando execução consistente.
Outro eixo provável é a remuneração ao acionista, pilar da tese de previsibilidade do negócio de transmissão. Em agosto, o Conselho aprovou R$ 299,4 milhões em proventos (dividendos + JCP) com pagamento em 27/11/2025, evidenciando a conversão de CAPEX em RAP e a otimização fiscal via JCP. Na entrevista, a CFO deve esclarecer a cadência de distribuições frente ao fluxo de caixa regulatório, às sazonalidades de IPCA/CDI e ao cronograma de obras, além de como o payout convive com a expansão sem pressionar o balanço. Esse alinhamento entre crescimento e retorno costuma ser tema central nas interações de RI da companhia.
No eixo capital e alavancagem, a Taesa vem casando funding com o ciclo regulatório, alongando duration e escolhendo indexadores aderentes ao fluxo de receitas. Um marco recente foi a 18ª emissão de debêntures de R$ 800 milhões indexadas ao IPCA, direcionada a investimentos e reembolso de CAPEX, que contribui para reduzir custo médio, preservar liquidez e dar previsibilidade às amortizações. Esse desenho protege o caixa contra volatilidades de indicadores e abre espaço para acelerar projetos sem comprometer a estabilidade dos proventos. Ao expor esses pontos, a entrevista tende a consolidar perante o mercado a continuidade da estratégia: execução antecipada de ativos, captura integral da RAP e disciplina financeira para sustentar crescimento com retorno estável ao acionista.







