No 2T25, a Taesa reportou lucro líquido regulatório de R$ 299,4 milhões (+1,8% a/a), receita líquida regulatória de R$ 621,3 milhões (+7,2%) e EBITDA de R$ 521,7 milhões (+7,5%), com margem de 84,0%. O desempenho refletiu a entrada em operação de Pitiguari, reforços em Novatrans, menor Parcela Variável, além do efeito do IPCA positivo no ciclo RAP 2024-2025 (parcialmente compensado pelo IGP‑M negativo) e um incremento pontual de R$ 17,6 milhões da RTP do ciclo anterior. Este resultado consolida a virada operacional iniciada com a conclusão antecipada do projeto Pitiguari em 22 meses, adicionando R$ 22,2 milhões de RAP no ciclo 2024-2025, evidenciando capacidade de execução e geração de receitas recorrentes antes do previsto.
Do lado de custos e capital, o PMSO somou R$ 99,5 milhões (+5,3%), a depreciação e amortização avançou 17,0% e a equivalência patrimonial cresceu 8,3%. A despesa financeira líquida atingiu R$ 227,1 milhões (+11,9%), refletindo maior dívida média, atualização do principal atrelado ao IPCA e CDI mais alto; por outro lado, IR/CS caiu 12,9% com maior dedução de JCP e benefícios de lucro presumido. No 6M25, a receita líquida regulatória foi de R$ 1,219 bilhão (+5,5%), EBITDA de R$ 1,031 bilhão (+7,2%) e lucro líquido regulatório de R$ 487,7 milhões (+0,9%), com OPEX regulatório em queda de 2,9% e PV equivalente a 0,51% da Receita de Transmissão. O CAPEX acelerou para R$ 747,7 milhões (+105,4%), sustentado por um ciclo de funding robusto, em linha com a 18ª emissão de debêntures verdes de R$ 800 milhões, em duas séries indexadas ao IPCA, complementada por swap para CDI- anunciado agora, o que otimiza o custo e a estrutura de passivos para a expansão em curso.
No front regulatório, a ANEEL publicou a REH 3.481, estabelecendo o ciclo RAP 2025-2026 (vigente desde 1º de julho de 2025), com reajuste de +7,03% para IGP‑M e +5,32% para IPCA. A RAP total da Taesa (operacional e em construção) alcança R$ 4,4 bilhões, sendo R$ 4,0 bilhões operacional, cujos efeitos serão percebidos a partir do 3T25. A companhia ainda anunciou proventos de R$ 299,4 milhões, enquanto a baixa PV e os reforços de Novatrans reforçam a disciplina operacional. Em perspectiva, os números confirmam a continuidade da eficiência e do crescimento defendidos na participação do CEO no Energy Summit de junho, com foco em performance operacional e estratégia de expansão, preparando a companhia para capturar integralmente o novo ciclo de RAP.







