A Taesa (TAEE3, TAEE4, TAEE11) concluiu a captação de R$ 800 milhões através da 18ª emissão de debêntures da transmissora de energia elétrica. Os recursos serão utilizados exclusivamente para investimentos, pagamentos futuros ou reembolso de gastos relacionados aos projetos de infraestrutura da companhia, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira.

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A emissão foi estruturada em duas séries de R$ 400 milhões cada uma, coordenada pelo Itaú BBA. A primeira série tem prazo de 7 anos, vencimento em julho de 2032 e taxa prefixada de 7,1499% ao ano. Já a segunda série possui prazo de 10 anos, com vencimento em julho de 2035 e remuneração de 7,0564% ao ano, ambas corrigidas pelo IPCA.

As debêntures são da espécie quirografária e não conversíveis em ações, sendo distribuídas sob registro automático conforme resolução da CVM. O valor nominal será atualizado pela variação do IPCA e os juros calculados sobre base de 252 dias úteis, com amortização em parcelas sucessivas conforme cronograma específico para cada série.

A captação consolida a estratégia de crescimento sustentável da transmissora, que vem demonstrando capacidade consistente de execução de projetos. A conclusão recente do projeto Pitiguari com 22 meses de antecedência ao prazo da Aneel exemplifica a eficiência operacional que sustenta a confiança do mercado na empresa, permitindo acesso a recursos para novos investimentos em condições competitivas. Esta capacidade de entrega antecipada se alinha com a política de investimentos robusta evidenciada no primeiro trimestre, quando a companhia registrou CAPEX de R$ 267,9 milhões, 247% superior ao período anterior.

Para os investidores da Taesa, a captação sinaliza capacidade de financiamento para expansão da malha de transmissão em um momento de crescimento do setor elétrico. O timing da operação, após um período de volatilidade atípica das ações em junho quando a B3 solicitou esclarecimentos, demonstra que os fundamentos sólidos da companhia prevalecem sobre oscilações pontuais do mercado. A empresa poderá utilizar recursos para reembolso de gastos incorridos nos últimos 36 meses, oferecendo flexibilidade na gestão financeira dos projetos em andamento.

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