Nesta quarta-feira, 13 de agosto de 2025, a Taesa aprovou R$ 299,428 milhões em proventos, combinando dividendos intercalares (R$ 79,3 mi) e JCP (R$ 220,1 mi), com base no lucro distribuível de 30/06/2025. O pagamento será em 27/11/2025; têm direito os acionistas na posição de 18/08/2025, e os papéis passam a ser negociados “ex” a partir de 19/08/2025. O montante equivale a R$ 0,28972380559 por ação TAEE3/TAEE4 e R$ 0,86917141677 por unit TAEE11; sobre o JCP incide IR na fonte, exceto para imunes e isentos. O anúncio, assinado pela CFO e DRI, reforça a previsibilidade de caixa do negócio de transmissão e a prática recorrente de remunerar acionistas com um mix de dividendos e JCP que otimiza a carga tributária.
Do ponto de vista de continuidade, esta deliberação materializa os proventos associados ao desempenho regulatório do semestre e à normalização da RAP, já antecipados no resultado do 2T25, com margem de 84%, efeitos positivos do IPCA no ciclo RAP 2024‑2025 e anúncio de proventos de R$ 299,4 milhões. Naquele trimestre, a companhia destacou a entrada em operação de Pitiguari, reforços na Novatrans, PV mais baixa e uma RAP operacional projetada em R$ 4,0 bilhões a partir do 3T25, elementos que sustentam geração de caixa previsível para suportar distribuições. Ao atrelar a base de cálculo de proventos ao lucro até junho, o Conselho captura parte desses vetores já refletidos na performance, enquanto preserva folga para os efeitos do novo ciclo RAP 2025‑2026 a partir de julho. Além do componente regulatório, a expansão entregue melhora a cadência de receitas recorrentes, como demonstrado pela conclusão antecipada do projeto Pitiguari em 22 meses, adicionando R$ 22,2 milhões de RAP no ciclo 2024‑2025, fator que reforça a capacidade de transformar CAPEX em fluxo de caixa e sustentar o payout.
Do lado do capital, a decisão também conversa com a disciplina financeira: a companhia vem combinando crescimento e geração de caixa por meio de um pipeline robusto de obras e de uma estrutura de financiamento casada com o ciclo regulatório. Ao usar instrumentos de remuneração como JCP, a Taesa consegue reduzir a despesa de IR/CS e manter espaço para investimentos, sem abrir mão de uma política de proventos estável. Esse arranjo reduz volatilidade de caixa e protege o balanço contra sazonalidades do IPCA e do CDI. Além disso, diversificar fontes e prazos de dívida preserva liquidez e alonga o perfil de amortização, apoio importante para manter a cadência de distribuições. Nesse contexto, destaca-se a 18ª emissão de debêntures de R$ 800 milhões indexadas ao IPCA, cujos recursos se destinam a projetos de infraestrutura e reembolso de CAPEX recente. Com funding para expansão e ativos regulados entregando receitas antes do previsto, o anúncio de hoje consolida a estratégia de crescimento com disciplina e previsibilidade de retorno ao acionista.







