Em assembleia geral extraordinária de 4 de setembro de 2025, a Casas Bahia elegeu André Luiz Helmeister e Jackson Medeiros de Farias Schneider para as duas novas vagas do Conselho de Administração, com mandatos até a AGO que apreciará as demonstrações de 2025, e aprovou a instalação do Conselho Fiscal com seus respectivos membros. A deliberação dá sequência à convocação da AGE de 4 de setembro para ampliar o Conselho a 7 membros e ajustar o estatuto, fechando o ciclo formal de expansão do colegiado e reforçando o arranjo de supervisão para o exercício de 2025, com maior presença de independentes e clara separação de papéis entre Conselho de Administração, Comitês e Conselho Fiscal.

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Este passo consolida a reorganização de governança desencadeada pela nova estrutura acionária, na qual o controlador indicou nomes para as cadeiras adicionais, elevando a capacidade de oversight sobre o plano de transformação e a disciplina de capital. A movimentação é coerente com a mudança de controle para a Mapa Capital em 6 de agosto, que reancorou o balanço, redefiniu a interlocução estratégica com o mercado e abriu espaço para atualizar estatuto, composição do conselho e mecanismos de acompanhamento de riscos. Com um colegiado ampliado, a companhia tende a acelerar a agenda de comitês e a fiscalização de temas materiais — de crédito ao consumidor à eficiência de SG&A.

Em termos operacionais, a decisão chega logo após um trimestre em que a empresa reportou melhoria de margens, desalavancagem e alongamento de passivos, ainda que com lucro pressionado pelo custo financeiro. Esse contexto reforça a necessidade de governança mais robusta para sustentar a execução do turnaround, em linha com os resultados do 2T25 e avanço do Plano de Transformação, quando a administração enfatizou a “não comparabilidade” com 2024, o foco no mix com 3P/marketplace e o controle de risco na carteira. Um conselho mais plural e um Conselho Fiscal atuante elevam previsibilidade, calibram incentivos e ajudam a reduzir o gap entre evolução operacional e resultado final.

Na frente de transparência e prestação de contas, a empresa também elevou o padrão de reporte, criando uma base contra a qual o mercado poderá ler 2025/2026. A publicação do Relatório Anual 2024 em padrão GRI com asseguração independente dialoga diretamente com o conselho ampliado: fornece métricas auditáveis para monitorar riscos financeiros, tributários e ESG, além do impacto social do ecossistema. Em conjunto, os marcos — controle estabilizado, estatuto atualizado, conselho e conselho fiscal fortalecidos e reporte verificado — compõem uma narrativa coerente de governança para sustentar o próximo ciclo de execução estratégica.

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