A Casas Bahia (BHIA3) convocou AGE para 4 de setembro de 2025, às 11h, exclusivamente digital, a fim de deliberar sobre ampliar o Conselho de Administração de 5 para 7 membros, eleger dois conselheiros com mandato até a AGO de 2026, definir sua independência e ajustar a remuneração global anual da administração em 2025 em função do acréscimo de membros. A pauta inclui ainda alterar o caput do artigo 5º do Estatuto Social para refletir aumentos de capital ligados ao exercício de bônus de subscrição de 23/08 e 07/10/2024 e à conversão de Debêntures Conversíveis pela Mapa Capital aprovada em 06/08/2025. Houve a renúncia do conselheiro André Coji com efeitos a partir da AGE; Fernando Beda foi eleito para ocupar a vaga até a AGO que apreciará as demonstrações de 2025. A Mapa indicou André Luiz Helmeister e Jackson Medeiros de Farias Schneider para as novas cadeiras, cujas qualificações constarão no manual da AGE. O Conselho também nomeou Fábio Eduardo de Pieri Spina como diretor estatutário e atualizou o regulamento interno para incluir a presença facultativa de um membro observador.
Este movimento consolida a reorganização de governança derivada da reestruturação societária e financeira iniciada no memorando de entendimentos de junho, que antecipava a conversão das debêntures da 10ª emissão e a consequente alteração do bloco de controle. A expansão do conselho, a checagem de independência dos indicados e o ajuste da remuneração alinham a governança ao novo ciclo estratégico, preparando a companhia para supervisionar, em comitês e no colegiado, a execução do plano de transformação e a nova fase de capital alocado.
Na sequência, a mudança de controle para a Mapa Capital em 6 de agosto deu o gatilho para os ajustes estatutários agora propostos, como a atualização do artigo 5º para refletir a conversão de R$ 1,648 bilhão em debêntures e a emissão de novas ações. O pedido de AGE pela Domus VII (subsidiária da Mapa e detentora de 85,5%) e a indicação de dois nomes ao conselho evidenciam a rápida integração do controlador à governança, enquanto a criação de assento de observador e a transição de conselheiros reforçam a continuidade do oversight durante a reorganização.
Operacionalmente, o reforço da governança vem logo após os resultados do 2T25 e avanço do Plano de Transformação, quando a companhia reportou sétimo trimestre consecutivo de evolução operacional, desalavancagem e alongamento de passivos, apesar do prejuízo líquido ainda pressionado pelo custo financeiro. Ao ampliar o colegiado e formalizar a diretoria estatutária, a Casas Bahia busca acelerar a execução (mix com 3P/marketplace, disciplina de SG&A e crédito com qualidade) e capturar os ganhos esperados sob a nova estrutura de capital, reduzindo o gap entre performance operacional e resultado final. Investidores devem monitorar a definição de independência dos novos conselheiros, a política de remuneração e a efetividade dos comitês no acompanhamento das alavancas do turnaround.







