Nesta segunda-feira, 1º de setembro de 2025, a Casas Bahia (BHIA3) informou a publicação do Relatório Anual 2024 no padrão GRI, com asseguração por terceira parte, além do Relatório de Atividades da Fundação Casas Bahia e do Relatório de Transparência Fiscal. Disponíveis no site de RI, os documentos reforçam a ênfase em governança, métricas ESG auditáveis e clareza sobre práticas e riscos tributários, sob a assinatura do VP Financeiro e Diretor de RI, Elcio Mitsuhiro Ito.
Este anúncio consolida a trajetória de fortalecimento de governança que a companhia vem comunicando nos últimos meses, com marcos como a AGE de 4 de setembro para ampliar o Conselho e atualizar o estatuto. Ao ancorar o reporte anual em padrões internacionais e com verificação independente, a empresa sinaliza que os comitês e o colegiado ampliado devem exercer supervisão sobre temas materiais – de riscos financeiros e compliance à agenda ESG e impactos sociais da Fundação –, elevando a previsibilidade para investidores e criando uma base consistente para metas e acompanhamento de KPIs ao longo dos próximos ciclos.
A robustez documental também se conecta ao redesenho acionário e financeiro que reabriu espaço para práticas de transparência mais profundas, marco que se seguiu à mudança de controle para a Mapa Capital em 6 de agosto. Na prática, o novo controlador e a atualização estatutária pavimentam um ciclo em que reporte GRI, transparência fiscal e comunicação de governança funcionam como o “manual do investidor” para acompanhar a execução do plano de transformação, o redesenho do mix (marketplace/3P) e a disciplina de capital. A publicação agora cria um baseline de 2024 contra o qual o mercado poderá ler 2025/2026, inclusive no que tange a alocação, remuneração variável atrelada a métricas e gestão de riscos.
No eixo de transparência operacional, a companhia já vinha detalhando premissas e efeitos da reestruturação, como visto nos resultados do 2T25 e avanço do Plano de Transformação, quando explicitou a “não comparabilidade” com 2024 devido à modificação da dívida, a desalavancagem após conversões e a evolução de margens e SG&A. O Relatório de Transparência Fiscal dialoga com esse nível de granularidade: ajuda a entender monetizações tributárias, contingências e o efeito de créditos fiscais sobre o fluxo de caixa, enquanto o Relatório da Fundação evidencia o vetor social do ecossistema na estratégia de marca e fidelização.
Essa consistência comunicacional não surge do zero: em julho, a empresa reforçou previsibilidade ao mercado ao publicar o esclarecimento à CVM de julho sobre a ausência de controlador e condições pendentes, antes da conversão que se materializou em agosto. Agora, com o Relatório Anual em padrão GRI e assegurado, a Casa Bahia organiza sua narrativa num tripé – governança, impacto socioambiental e transparência fiscal – que permite acompanhar, com indicadores, a execução do turnaround, a efetividade do conselho ampliado e a captura de valor do novo ciclo sob a Mapa.







