Nesta segunda-feira, 18 de agosto de 2025, a Alliar comunicou que, após alienação de ações pelo FIP Fonte de Saúde, a participação conjunta dos controladores passou a 103.097.659 ações ordinárias, o equivalente a 67,67% do capital. A nova distribuição é de 32.727.293 ON para o FIP e 70.370.366 ON para a Lormont. Os controladores reiteraram caráter de investimento, sem intenção de alterar controle ou administração, não possuem acordos de voto e não detêm instrumentos derivativos. Em paralelo, a Lormont cedeu ao FIP parte do crédito de AFAC: do total de R$ 532,6 milhões, R$ 310,3 milhões ficaram com o FIP e R$ 222,3 milhões com a Lormont, com ambos reafirmando o uso integral desses créditos em futuro aumento de capital.

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Este movimento consolida a estratégia iniciada com a capitalização de créditos de R$ 532,6 milhões anunciada em 30 de julho. Ao redistribuir o AFAC entre os controladores e reduzir a fatia conjunta após a venda do FIP, a companhia preserva o bloco de controle e, ao mesmo tempo, avança na adequação de governança e no preparo para um aumento de capital que tende a otimizar o custo e o perfil da dívida. A combinação de reforço de capital comprometido com maior dispersão acionária é coerente com o cronograma de ajuste ao Novo Mercado e cria espaço para financiar integrações sem pressionar a alavancagem. A ausência de derivativos e de acordos de voto sinaliza disciplina e foco no investimento de longo prazo.

Na prática, a reconfiguração acionária sustenta a execução do pipeline de M&A e integração. A conclusão da aquisição da CURA em 1º de agosto mostrou uma estrutura desenhada para ser autofinanciada com recebíveis, com impacto imaterial no endividamento e earn-out atrelado à performance — um modelo que se beneficia de capital incremental para acelerar sinergias e modernização operacional. Esse desenho ganha tração quando combinado ao AFAC comprometido, pois destrava integrações, evolução do mix (análises clínicas/B2B) e ganhos de escala sem pressionar a liquidez no curto prazo. Os números recentes também corroboram essa trajetória, com a redução da alavancagem para 1,5x e queda de 43% da dívida no 2T25, além da melhora em eficiência, sustentando que a reorganização societária atual é mais um passo de execução do plano financeiro e operacional.

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