A Alliar (AALR3) reportou 2T25 com prejuízo de R$ 11,5 milhões. A receita líquida ajustada somou R$ 300,5 milhões (-4,4% a/a) e o EBITDA ajustado ficou em R$ 78,2 milhões, margem de 26,0% (-0,9 p.p.). No 6M25, a receita bruta ajustada chegou a R$ 645,1 milhões (+1,0%), o EBITDA ajustado a R$ 147,1 milhões (+11,8%) e o prejuízo recuou 55,6% para R$ 32,7 milhões. Operacionalmente, análises clínicas cresceram 2,5% a/a no trimestre e 12,2% no semestre, enquanto imagem caiu 5,8% a/a; o B2B somou R$ 14,1 milhões no 2T e R$ 25,2 milhões no semestre (LTM acima de R$ 51 milhões, +77%).

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Na eficiência, a companhia destacou redução de 12% em SG&A no 6M25 e queda de 7% em insumos/Labs de apoio no trimestre. A alavancagem caiu para 1,5x e a dívida bruta encerrou em R$ 582 milhões, 43% menor que no 2T23, reforçando a desalavancagem. Esse processo é sustentado pelo suporte do controlador e pela capitalização de créditos de R$ 532,6 milhões anunciada em 30 de julho, que tende a reduzir o custo médio da dívida, alongar o perfil e dar fôlego às integrações, mitigando a pressão de receita de curto prazo. No trimestre, o fortalecimento do B2B adiciona recorrência e melhora a ocupação de capacidade em hospitais parceiros, enquanto o mix com maior peso de análises clínicas sustenta resiliência de margem em meio ao arrefecimento de imagem.

O movimento dá continuidade à estratégia de expansão iniciada recentemente e agora entra em fase de execução. A aquisição da Meddi na Bahia acelera a presença em análises clínicas, amplia capilaridade com 96 unidades e reforça a tese de liderança regional com perfil de alta rentabilidade e baixa alavancagem. Segundo a administração, a combinação de aquisições, integrações e B2B pode acrescentar cerca de R$ 500 milhões à receita operacional bruta de 2026, como detalhado na aquisição do Grupo Meddi por R$ 252 milhões.

Paralelamente, a consolidação em São Paulo avança e complementa a expansão no Nordeste, elevando a relevância em praças estratégicas e diversificando o portfólio. A companhia concluiu a incorporação de unidades do Grupo Cura, cuja estrutura — apesar do preço simbólico — foi desenhada para ser autofinanciada pela geração de caixa do próprio ativo, com earn-out atrelado a performance e impacto imaterial na alavancagem, alinhando disciplina financeira e crescimento inorgânico. Esse marco representa a continuidade do plano de consolidação evidenciada na conclusão da aquisição da CURA em 1º de agosto.

Em termos de próximos passos, a empresa indicou intenção do controlador de utilizar créditos líquidos e certos em futuro aumento de capital, além de acelerar integrações (Meddi/Cura) e expandir o B2B em São Paulo, com potencial de mais de R$ 18 milhões/ano em receita bruta. Para investidores, o foco recai em: captura de sinergias operacionais, evolução do ticket nas análises clínicas, reequilíbrio do mix de imagem, trajetória de desalavancagem e aprovações regulatórias/corporativas ligadas às aquisições. A teleconferência está agendada para 15/08/2025, às 13h30.

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