A Rumo Logística (RAIL3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 731 milhões no segundo trimestre de 2025, mantendo-se estável em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado da companhia totalizou R$ 2.279 milhões, crescimento de 6% na comparação anual, com margem de 61,4%. Os resultados consolidam a estratégia de simplificação corporativa implementada durante o semestre, que culminou com a conclusão bem-sucedida da incorporação integral da Malha Norte em julho, movimento que concentrou as operações ferroviárias em uma única estrutura otimizada.
O volume transportado pela ferrovia alcançou 21,8 bilhões de TKU (toneladas quilômetro úteis), representando alta de 4% frente ao 2T24. Na Operação Norte, principal motor de crescimento, o desempenho foi impulsionado pelo maior volume de soja transportado e pela consolidação de novas operações com celulose e bauxita. Este crescimento evidencia a eficácia da estratégia de focar nas operações mais rentáveis, mesmo período em que a empresa executava simultaneamente as complexas aprovações societárias que incluíram ajustes de última hora na relação de troca da incorporação realizados apenas dois dias antes da assembleia de junho.
A companhia distribuiu R$ 1,5 bilhão em dividendos aos acionistas durante o trimestre, concretizando exatamente o valor aprovado pelo Conselho de Administração em junho e reafirmando seu compromisso histórico com a remuneração dos investidores. Os investimentos totalizaram R$ 1.395 milhões no período, em linha com o planejamento da empresa, sendo R$ 468 milhões direcionados ao projeto de extensão no Mato Grosso.
A receita operacional líquida atingiu R$ 3.711 milhões, crescimento de 4% impulsionado pelo sólido desempenho da Operação Norte. A alavancagem financeira encerrou o trimestre em 1,8x Dívida Líquida/EBITDA, mantendo-se em patamar equilibrado e dentro dos covenants contratuais. Para o segundo semestre, a Rumo se beneficia da maior safra de soja já registrada no Mato Grosso, com 50 milhões de toneladas produzidas, das quais 31 milhões devem ser exportadas. A companhia mantém sua participação de mercado de 42% na exportação de grãos do estado, posicionando-se como principal solução logística da região.







