A Rumo Logística (RAIL3) informou nesta quarta-feira, 25 de junho de 2025, que reapresentou a proposta da administração para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para 27 de junho, após ajuste no cálculo da relação de troca para incorporação de ações da subsidiária Rumo Malha Norte. O movimento ocorre a apenas dois dias da votação pelos acionistas e representa o refinamento final da estratégia de simplificação corporativa aprovada pelos conselhos em junho, quando a companhia estabeleceu originalmente a relação de 0,668 ação da Rumo para cada ação da Malha Norte.
A alteração foi feita com base na cláusula 3.8 do Protocolo e Justificação de Incorporação de Ações da Rumo Malha Norte S.A., subsidiária integral da companhia. A operação representa uma simplificação da estrutura societária do grupo, concentrando as operações ferroviárias em uma única empresa listada. O timing estratégico da reapresentação coincide com o período em que a companhia acaba de realizar o pagamento de R$ 1,5 bilhão em dividendos aprovados em junho, demonstrando a capacidade de manter simultaneamente a disciplina na remuneração aos acionistas e a execução de movimentos corporativos estruturantes.
Os documentos atualizados com as novas versões das propostas e anexos estão disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na B3 e no site de Relações com Investidores da Rumo. A companhia não detalhou especificamente qual foi o ajuste realizado na relação de troca, mas ressaltou que os trechos correspondentes foram modificados. Esta abordagem meticulosa na gestão de ativos contrasta com os desafios operacionais enfrentados na Malha Sul durante o primeiro trimestre, quando a empresa registrou impairment de R$ 286 milhões, evidenciando a estratégia de focar nas operações mais rentáveis e consolidar integralmente aquelas com maior potencial.
Para os acionistas da RAIL3, a incorporação da Malha Norte não deve resultar em emissão de novas ações, já que se trata de uma subsidiária integral. A AGE de 27 de junho será decisiva para aprovar a operação, que faz parte da estratégia de otimização da estrutura corporativa da maior empresa ferroviária de cargas do Brasil. A disciplina na gestão seletiva de ativos tem sido uma característica marcante da companhia, exemplificada recentemente pela decisão de manter integralmente sua participação no Terminal XXXIX de Santos após avaliar que o ativo portuário estratégico agrega mais valor ao portfólio integrado do que sua monetização.







