A Hidrovias do Brasil (HBSA3) concluiu a emissão de debêntures no valor de R$ 1,382 bilhão, destinada exclusivamente a investidores profissionais. A operação, com classificação de risco AAA.br atribuída pela Moody's Local BR, representa uma estratégia de refinanciamento da dívida internacional da companhia.

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O valor final da emissão foi reduzido do montante original de R$ 2,2 bilhões para R$ 1,382 bilhão, refletindo os resultados da oferta de recompra antecipada dos títulos de dívida no mercado internacional. Esta conclusão marca o êxito da 4ª emissão de debêntures anunciada em maio, quando a companhia havia aprovado inicialmente a captação de R$ 2,2 bilhões especificamente para o reperfilamento de sua dívida internacional. A operação conta com garantia fidejussória da Ultrapar Participações S.A., controladora da empresa.

Os recursos captados serão utilizados para refinanciar títulos de dívida emitidos pela Hidrovias International Finance S.à r.l., subsidiária da companhia, com vencimento em 8 de fevereiro de 2031. As debêntures foram emitidas com valor nominal unitário de R$ 1.000, em até duas séries, através do sistema de vasos comunicantes.

A emissão foi coordenada pelo Itaú BBA como líder, com participação do Santander, XP Investimentos, BTG Pactual, Banco BV e UBS BB. A operação seguiu o rito de registro automático de distribuição da CVM, dispensando análise prévia do regulador devido ao foco em investidores qualificados.

Para os investidores da HBSA3, a operação representa uma melhoria no perfil de endividamento da empresa, com a troca de dívida internacional por títulos domésticos com rating elevado. Este movimento consolida a estratégia de reestruturação financeira iniciada com o aumento de capital de R$ 1,17 bilhão captado em abril, que resultou na mudança de controle acionário com a Ultrapar assumindo 50,15% da companhia. O movimento pode contribuir para a redução do risco cambial e o fortalecimento da estrutura de capital da companhia de logística aquaviária, complementando a recuperação operacional demonstrada no primeiro trimestre de 2025, quando a empresa reverteu o prejuízo e registrou lucro líquido de R$ 23 milhões.

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