Energisa registra alta de 2,9% no consumo de energia em fevereiro
Todas as nove distribuidoras do grupo apresentaram crescimento, com destaque para o segmento residencial que avançou 6,1%

A Energisa (ENGI3, ENGI4, ENGI11) divulgou nesta quarta-feira, 26 de março de 2025, seu boletim de relações com investidores informando que o consumo total de energia em suas áreas de concessão cresceu 2,9% em fevereiro de 2025, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
De acordo com a companhia, o consumo consolidado de energia elétrica, incluindo mercados cativo e livre, atingiu 3.515 GWh no mês. No acumulado do primeiro bimestre de 2025, o avanço foi de 1,8% em relação ao mesmo período de 2024, com volume total de 7.040 GWh.
As classes que mais contribuíram para o resultado positivo foram a residencial, com aumento expressivo de 6,1%, a industrial, que avançou 2,1%, e a comercial, com alta de 1,1%. A companhia destacou que o calendário de faturamento maior em oito das nove distribuidoras e as temperaturas acima da média na maioria dos dias do mês influenciaram positivamente o consumo.
Entre as distribuidoras, os destaques foram a Energisa Minas Rio (EMR), com crescimento de 8,5%, a Energisa Sergipe (ESE), com alta de 4,7%, e a Energisa Sul-Sudeste (ESS), que registrou aumento de 3,8% no período.
No segmento industrial, o documento ressalta que sete das nove empresas registraram crescimento, com os maiores avanços na Energisa Tocantins (+21,4%), Energisa Minas Rio (+9,5%) e Energisa Sergipe (+3,3%), impulsionados principalmente pelos setores de alimentos, minerais, têxtil e borracha/plástico.
Por outro lado, a classe "outros" apresentou redução no consumo, registrando queda de 1,8% no mês, direcionada principalmente pelas concessões EMS (-3,7%), EMT (-1,5%) e ERO (-3,5%), principalmente devido a programas de eficiência energética na iluminação pública.
Em relação às perdas totais de energia, a Energisa Consolidada registrou índice de 12,49% em fevereiro de 2025, ligeiramente acima do limite regulatório de 12,24%. As distribuidoras ERO (21,05%) e EMT (14,21%) apresentaram os maiores percentuais de perdas no período.
O desempenho operacional positivo neste início de 2025 vem na esteira dos resultados financeiros recordes divulgados pela companhia em março, quando anunciou lucro líquido de R$ 3,8 bilhões em 2024. O crescimento consistente no consumo de energia tem sido um dos fatores que atraiu a atenção de grandes investidores, como demonstrado pela aquisição de participação pelo Goldman Sachs em fevereiro, embora recentemente o grupo financeiro tenha reduzido sua posição acionária na empresa.
ENGI11: cotação e indicadoresEnergisa
Leia também
Mais Lidas da Semana
1