Energisa registra lucro recorde de R$ 3,8 bilhões em 2024
Resultado representa alta de 100,1% sobre 2023; companhia anuncia distribuição de dividendos de R$ 2,90 por Unit

A Energisa (ENGI3, ENGI4, ENGI11) divulgou nesta terça-feira, 18 de março de 2025, seus resultados financeiros de 2024, registrando lucro líquido recorde de R$ 3,8 bilhões, valor 100,1% superior ao obtido no ano anterior. No quarto trimestre, o lucro da controladora alcançou R$ 1,8 bilhão, crescimento de 254,1% na comparação com o mesmo período de 2023.
O EBITDA ajustado recorrente consolidado atingiu R$ 7,6 bilhões no acumulado do ano, representando um avanço de 8,1%. No quarto trimestre, este indicador somou R$ 1,9 bilhão, com redução de 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A companhia, que completou 120 anos em fevereiro de 2025, registrou crescimento de 7,6% nas vendas de energia elétrica (mercado cativo + TUSD), a maior taxa dos últimos 12 anos. Os investimentos nas nove concessões de distribuição totalizaram R$ 5,68 bilhões no período.
"Nos últimos dez anos, o resultado líquido da controladora cresceu de forma consistente na proporção de 29,7% ao ano", destacou Ricardo Botelho, presidente do Grupo Energisa, na mensagem divulgada junto aos resultados.
No segmento de distribuição de energia elétrica, as vendas cresceram 2,3% no quarto trimestre de 2024 em comparação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 11.088,3 GWh. Já na transmissão, destaque para a entrada em operação da Energisa Amapá Transmissora de Energia com nove meses de antecipação em relação ao prazo regulatório.
A empresa anunciou a distribuição de dividendos de R$ 2,90 por Unit referente ao exercício de 2024, valor significativamente superior aos R$ 1,90 por Unit distribuídos anteriormente. Em janeiro de 2024, a companhia realizou operação de follow-on com emissão de R$ 2,5 bilhões em novas ações, medida classificada como "prudência financeira acertada" devido ao cenário macroeconômico desafiador.
No segmento de geração distribuída, a empresa concluiu o quarto trimestre com 117 usinas solares em operação e 441 MWp de potência instalada. O EBITDA deste segmento cresceu 30,9% no trimestre, totalizando R$ 62,8 milhões.
A receita operacional bruta consolidada somou R$ 46,25 bilhões em 2024, crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior. O endividamento líquido encerrou o ano em R$ 24,99 bilhões, ligeira alta de 0,5% em comparação a 2023. Estes resultados sólidos vêm atraindo a atenção de grandes investidores, como demonstrado pela recente aquisição de participação pelo Goldman Sachs, e ocorrem em um período de mudanças no Conselho de Administração da companhia.
ENGI11: cotação e indicadoresEnergisa
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