Casas Bahia (BHIA3) reduz prejuízo em 60% e registra R$ 1 bi em 2024
Varejista reporta R$ 452 milhões de prejuízo no 4T24, 54,8% menor que no mesmo período de 2023, com melhora em indicadores operacionais

A Casas Bahia (BHIA3) divulgou seus resultados do quarto trimestre e do ano completo de 2024 nesta quarta-feira, 12 de março de 2025, apresentando redução significativa no prejuízo líquido anual. A companhia registrou prejuízo de R$ 1,045 bilhão no acumulado de 2024, valor 60,2% menor que os R$ 2,625 bilhões negativos reportados em 2023.
No quarto trimestre, o prejuízo líquido foi de R$ 452 milhões, representando uma melhora de 54,8% em comparação aos R$ 1 bilhão negativos do mesmo período de 2023. O resultado reflete a estratégia de recuperação operacional da varejista, que registrou seu quinto trimestre consecutivo de melhora sequencial nas margens.
A receita bruta da companhia cresceu 8,1% no 4T24, atingindo R$ 9,52 bilhões. O GMV (volume bruto de mercadorias) consolidado avançou 9,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, revertendo a trajetória negativa observada nos trimestres anteriores. As lojas físicas foram destaque, com crescimento de 16,1% no GMV e expansão de 17,1% nas vendas mesmas lojas (SSS).
O EBITDA ajustado alcançou R$ 640 milhões no trimestre, valor quatro vezes maior que o registrado no 4T23, com margem de 8,0%, uma expansão de 5,8 pontos percentuais. A margem bruta atingiu 30,8%, com melhora de 3,2 pontos percentuais na comparação anual.
"A companhia apresentou a melhor geração de fluxo de caixa livre anual dos últimos 5 anos", destacou a empresa no documento. O fluxo de caixa livre somou R$ 1,2 bilhão no 4T24, 70% superior ao registrado no mesmo período de 2023, e R$ 976 milhões no acumulado do ano.
No segmento digital, o GMV do marketplace (3P) cresceu 23,7% no trimestre, com a receita avançando 23,4% e take rate de 12%. A carteira ativa de crediário bateu recorde histórico, atingindo R$ 6,2 bilhões, com alta de 15% na comparação anual e 7% em relação ao trimestre anterior. O crescimento neste segmento pode estar relacionado ao FIDC de crediário lançado pela empresa em fevereiro, com capital inicial de R$ 300 milhões.
A varejista conseguiu reduzir suas despesas com vendas, gerais e administrativas em 2,5% no trimestre e 5,4% no ano, o que representou economia de R$ 384 milhões em 2024. A inadimplência (over 90 dias) recuou para 8,0%, apresentando melhora de 1,4 ponto percentual em relação ao 4T23.
A liquidez da empresa, incluindo recebíveis, totalizou R$ 4,0 bilhões no encerramento do trimestre, representando um aumento de R$ 882 milhões em comparação ao terceiro trimestre de 2024. O endividamento bruto somou R$ 4,1 bilhões, com 91% concentrado no longo prazo.
Para 2025, a empresa indicou que a margem EBITDA ajustada de 8,0% atingida no quarto trimestre, a maior em 21 meses, "caminha para gradual contínuo crescimento" ao longo do ano, segundo comunicado da companhia.
Os resultados positivos surgem após a companhia esclarecer sobre oscilações atípicas em suas ações no início de março, e poucos dias depois do investidor Rafael Ferri atingir participação de 5,11% no capital social da varejista.
BHIA3: cotação e indicadoresCasas Bahia
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