A Petrobras (PETR3, PETR4) anunciou nesta segunda-feira, 10 de março de 2025, a conclusão bem-sucedida de um teste de formação no poço Sirius-2, localizado em águas profundas da Colômbia, a 31 quilômetros da costa e em uma profundidade d'água de 804 metros.

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De acordo com o comunicado divulgado pela companhia, o teste avaliou um intervalo de aproximadamente 100 metros de reservatório, no qual se comprovou boa produtividade. Durante o procedimento, foram coletadas amostras que serão posteriormente caracterizadas por meio de análises laboratoriais.

"O resultado preliminar do teste reforça o potencial volumétrico para gás na região", afirmou a petroleira em seu comunicado ao mercado. O teste dá continuidade às atividades iniciadas anteriormente, conforme informado pela companhia em comunicados divulgados em agosto, outubro e dezembro de 2024.

A Petrobras atua no projeto por meio de sua subsidiária Petrobras International Braspetro B.V – Sucursal Colômbia (PIB-COL), como operadora do consórcio com participação de 44,44%, em parceria com a Ecopetrol, que detém 55,56% do projeto. O mapa apresentado no comunicado mostra que os poços Sirius-1 e Sirius-2 estão localizados na Bacia de Guajira.

Segundo a empresa, o consórcio continuará avaliando os resultados obtidos com a perfuração dos poços Sirius-1 e Sirius-2, seguindo o planejamento e previsões contratuais estabelecidos junto à Agência Nacional de Hidrocarburos (ANH) da Colômbia.

A Petrobras destacou que sua atuação no Bloco Gua-Off-0 está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, que visa à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras e atuação em parceria, assegurando o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética. Esta estratégia reforça a decisão recente da empresa de manter seus ativos na Colômbia, após ter cancelado o processo de desinvestimento no país.

O potencial de exploração de gás na região complementa outras iniciativas estratégicas da Petrobras, como o recente contrato de GNL com a britânica Centrica por 15 anos, além de contribuir para a ampliação das reservas provadas da companhia. Esta atividade exploratória ocorre em um contexto de solidez financeira da empresa, que registrou lucro de R$ 36,6 bilhões em 2024 e mantém forte capacidade de investimento em projetos estratégicos.

A tecnologia empregada nas águas profundas da Colômbia se beneficia da experiência da Petrobras com operações similares no Brasil, como a recente entrada em operação do FPSO Almirante Tamandaré no Campo de Búzios, demonstrando a capacidade técnica da empresa em ambientes marítimos complexos.

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