Brava Energia (BRAV3) atinge produção recorde em fevereiro/2025
Companhia registrou 73,8 mil barris de óleo equivalente por dia, impulsionada por desempenho dos ativos offshore

A Brava Energia (BRAV3) divulgou nesta sexta-feira, 7 de março de 2025, seus dados operacionais preliminares e não auditados referentes a fevereiro, registrando um nível recorde de produção total bruta de 73.854 barris de óleo equivalente por dia (boe/d).
O resultado representa um crescimento de aproximadamente 9,2% em relação ao mês anterior, quando a empresa produziu 67.620 boe/d. A companhia atribuiu o desempenho positivo aos investimentos e melhorias implementados nos principais polos de atuação.
Na produção offshore, a empresa atingiu 38.410 boe/d, representando 52% da produção total. Já os ativos onshore contribuíram com 35.444 boe/d, ou 48% do total. A produção de óleo somou 61.264 barris por dia (bbl/d), enquanto a de gás natural alcançou 12.590 boe/d.
O campo de Papa-Terra destacou-se com forte recuperação operacional, registrando 9.409 bbl/d de óleo em fevereiro, aumento de 27,1% em relação a janeiro. A produção média dos últimos sete dias foi de aproximadamente 15,3 mil barris de óleo equivalente por dia, escoada por meio dos poços PPT-37, PPT-50 e PPT-51.
No ativo Atlanta, a produção alcançou 19.038 bbl/d de óleo, incremento de 18,8% em comparação ao mês anterior. A produção no novo FPSO Atlanta, iniciada em 31 de dezembro de 2024, apresenta eficiência operacional acima do previsto para uma etapa de testes. Vale destacar que a Brava Energia recentemente fechou contrato com a Trafigura para comercialização de 6 milhões de barris de óleo deste campo.
O Complexo Potiguar registrou crescimento de 7% na produção, impulsionado pelo incremento em campos de óleo pesado decorrente da ampliação da capacidade de injeção de vapor e pela medição fiscal de óleo retido no mês anterior. Este resultado positivo ocorre mesmo após a empresa vender 11 concessões na região por US$ 15 milhões, como parte de sua estratégia de otimização de portfólio.
Já o Complexo do Recôncavo apresentou aumento de 10% na produção, explicado pela maior eficiência operacional e pela retomada da produção de gás que havia sido impactada pela parada programada da UPGN de Catu em janeiro.
A Brava Energia é operadora dos Complexos Potiguar e do Recôncavo, Papa-Terra, Atlanta e Peroá, além de deter participações não-operadas em outros campos. Para o Campo de Manati, o operador indica previsão para retomada de produção até o final de março de 2025. Estes resultados surgem em um momento em que a companhia avança em sua estratégia de reestruturação de portfólio, que inclui a limitação da venda de ativos onshore apenas à Bahia.
BRAV3: cotação e indicadoresBrava Energia
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