São Paulo, sábado, 16 de maio de 2026 – A Infracommerce (IFCM3) registrou prejuízo de R$ 59,5 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), ante prejuízo de R$ 44,8 mi no mesmo período de 2025. A receita operacional líquida somou R$ 137,8 mi no 1T26, redução de 25,4% em relação ao 1T25, impactada pela perda de clientes estratégicos e pela saída de contratos considerados onerosos.
No trimestre, o lucro bruto foi de R$ 21,2 mi, com margem bruta de 15,4%. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 3,3 mi, queda de 72,7% frente ao 1T25, e o indicador EBITDA menos Capex (investimentos em bens de capital) mais despesas de antecipação de recebíveis, menos aluguéis e impairment ficou negativo em R$ 6,9 mi.
Os custos e despesas totais, excluindo impairment, somaram R$ 154,3 mi no 1T26, recuo de 19,0% na comparação anual. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 43,2 mi, dos quais R$ 21,8 mi referem-se a juros de instrumentos mandatoriamente conversíveis que serão liquidados por meio de capitalização, o que levou o resultado financeiro com efeito caixa a um saldo negativo de R$ 21,4 mi no trimestre.
A companhia encerrou o 1T26 com caixa de R$ 121,4 mi e dívida líquida de R$ 360,6 mi, incluindo debêntures conversíveis de R$ 339,2 mi. Considerando que esses instrumentos serão liquidados por aumento de capital, o endividamento líquido financeiro ajustado ficou negativo em R$ 21,4 mi. O patrimônio líquido passou a ser positivo em R$ 152,3 mi, revertendo passivo a descoberto de R$ 147,8 mi no 1T25.
O volume bruto de mercadorias (GMV) totalizou R$ 1,6 bi no 1T26, queda de 52,8% em relação ao 1T25, enquanto o volume total de pagamentos (TPV) foi de R$ 366,1 mi, recuo de 1,9% no mesmo comparativo. A Infracommerce terminou o trimestre com 1.622 colaboradores (#Infras) em nove países da América Latina e manteve foco em simplificação operacional, automação e uso de inteligência artificial para aumentar produtividade ao longo de 2026.






