A Triunfo Participações e Investimentos (TPIS3) registrou prejuízo líquido de R$ 11,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, resultado levemente superior ao do mesmo período de 2025. A receita líquida ajustada, que exclui a receita de construção, somou R$ 136,2 milhões no 1T26, queda de 31,8% na comparação anual, enquanto o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 45 milhões, recuo de 25,7%.
Segundo a companhia, a queda de receita decorre principalmente da redução de R$ 71,8 milhões na arrecadação de pedágio, impactada pelo encerramento da operação da Concer em novembro de 2025, que gerou efeito negativo de R$ 75,7 milhões no período. As deduções da receita bruta acompanharam o movimento, totalizando R$ 13,1 milhões no consolidado e R$ 9,3 milhões no segmento rodoviário.
No segmento de concessões rodoviárias, a receita líquida ajustada foi de R$ 98,5 milhões, baixa de 39,3% em relação ao 1T25, e o EBITDA ajustado ficou em R$ 35,8 milhões, queda de 32,9%. O tráfego total pagante nas rodovias Triunfo Transbrasiliana e Triunfo Concebra recuou 4,4%, para 22 milhões de veículos pagantes, com tarifa média efetiva de R$ 7,94. O segmento rodoviário registrou prejuízo líquido de R$ 20,5 milhões.
No segmento de energia, a receita operacional líquida atingiu R$ 37,7 milhões no 1T26, alta de 0,8% sobre o ano anterior. O EBITDA ajustado do segmento foi de R$ 19,5 milhões, avanço de 20,8%, e o lucro líquido somou R$ 12,6 milhões, crescimento de 30,2%, apoiado em menor custo operacional e redução de despesas gerais e administrativas com consultoria jurídica. O ativo Tijoá foi classificado como disponível para venda, tratado como operação descontinuada.
A controladora e outros negócios tiveram prejuízo líquido de R$ 3,5 milhões no trimestre, influenciados pela redução no resultado financeiro após o fim da receita de aval da Concer em 2025. A dívida bruta consolidada proporcional da Triunfo era de R$ 1,24 bilhão em 31 de março de 2026, com dívida líquida de R$ 1,16 bilhão, queda de 12% frente ao fim de 2025.
Em projetos, a empresa informou a devolução parcial ao poder concedente do trecho Rota Sertaneja, operado pela Concebra, com cerca de 530,6 km das rodovias BR-262/MG e BR-153/MG/GO. No segmento portuário, o Terminal Portuário Brites, em Santos, obteve em abril de 2026 a Licença de Instalação, sujeita ao cumprimento de condicionantes ambientais. No aeroporto de Viracopos, não consolidado nos resultados, o volume de cargas cresceu 14,3% e o número de passageiros atingiu 3,1 milhões, alta de 1,1% sobre o 1T25.






