A Itaúsa (ITSA4) registrou lucro líquido de R$ 4,410 bi no primeiro trimestre de 2026, aumento de 13,8% em relação ao 1T25. O lucro líquido recorrente somou R$ 4,491 bi, alta de 17% na mesma base de comparação, com retorno sobre o patrimônio líquido recorrente (ROE, retorno sobre o patrimônio líquido) de 20,1%.
O resultado refletiu principalmente o maior lucro recorrente das empresas investidas, que totalizou R$ 4,794 bi no 1T26, 15,8% acima do 1T25. O setor financeiro, representado pelo Itaú Unibanco, contribuiu com R$ 4,383 bi, crescimento de 10,9%, enquanto o setor não financeiro respondeu por R$ 454 mi, avanço de 75,6%, com destaque para Alpargatas, Copa Energia, Motiva e Aegea, além da variação positiva no valor justo da NTS.
No consolidado do Itaú Unibanco, o lucro líquido recorrente alcançou R$ 11,868 bi no 1T26, alta de 12,5% ante o 1T25, com crescimento de 7,2% na carteira de crédito e ROE recorrente anualizado de 22,9%. Entre as investidas não financeiras, a Dexco registrou receita líquida de R$ 2,019 bi e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recorrente de R$ 559 mi, enquanto a Alpargatas apurou receita líquida de R$ 1,229 bi e EBITDA recorrente de R$ 300 mi.
A holding encerrou março de 2026 com patrimônio líquido de R$ 90,196 bi, crescimento de 5% em 12 meses, e dívida líquida de R$ 1,010 bi, ante R$ 351 mi no 1T25, influenciada pela redução de caixa e pelo aporte de R$ 418,1 mi no aumento de capital da Aegea, que elevou a participação da Itaúsa para 13,27% do capital total. O valor de mercado da Itaúsa atingiu R$ 156,735 bi em 31 de março, enquanto o valor de mercado do portfólio (NAV) somou R$ 194,526 bi, o que implica desconto de holding de 19,4%.
No campo de remuneração ao acionista, os proventos líquidos declarados pelas investidas à Itaúsa por competência do 1T26 totalizaram R$ 1,399 bi, dos quais R$ 1,376 bi vieram do Itaú Unibanco, alta de 43% frente ao 1T25. A Itaúsa, por sua vez, declarou proventos líquidos de R$ 1,297 bi no período e informou que, nos 12 meses até 31 de março de 2026, os acionistas fizeram jus a R$ 13,8 bi em proventos brutos, equivalentes a R$ 1,2276 por ação e a rendimento de dividendos de 8,8% sobre a cotação de ITSA4 nessa data.





