A Positivo Tecnologia (POSI3) registrou prejuízo líquido de R$ 12,3 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), resultado próximo ao do 1T25, em um período sazonalmente menor e abaixo do ponto de equilíbrio. A companhia atribuiu o resultado também ao aumento das despesas financeiras, influenciadas pela taxa CDI mais alta e pela ampliação de estoques de chips de memória e SSD em meio à crise global de fornecimento, além de insumos para projeto de supercomputação.
No 1T26, a receita bruta somou R$ 881,4 mi, alta de 3,6% em relação ao 1T25, impulsionada pelo segmento de Infraestrutura, Serviços e Soluções de TI, enquanto as vendas para instituições públicas caíram 46% após postergações de pedidos. A receita líquida foi de R$ 741,4 mi, e o lucro bruto alcançou R$ 169 mi, com margem bruta de 22,8%, 1,1 ponto percentual abaixo da observada um ano antes.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 69,7 mi no 1T26, crescimento de 31% frente ao 1T25, com margem de 9,4%, 2,0 pontos percentuais acima do período anterior, reflexo de menor despesa operacional e maior participação de serviços e servidores no faturamento. As despesas operacionais caíram 14,5%, para R$ 117,4 mi, representando 15,8% da receita líquida, enquanto o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 56,5 mi, maior que a perda de R$ 44,7 mi do 1T25, influenciado por juros mais altos e variação cambial desfavorável.
A geração de caixa operacional no trimestre foi de R$ 91 mi, ante consumo de R$ 52 mi no 1T25, mesmo com aumento dos estoques de memórias. A dívida líquida encerrou março em R$ 673,8 mi, queda de 11,4% em 12 meses, levando a alavancagem para 2,1 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses, ante 2,5 vezes no 1T25; o custo médio da dívida ficou em CDI menos 0,2% ao ano, com 64% do saldo no longo prazo.
Para 2026, a Positivo manteve a projeção de receita bruta entre R$ 4,0 bi e R$ 4,2 bi, projetada em março de 2026, considerando restrições globais na oferta de memórias e pressão de custos em PCs e servidores. A empresa informou que busca reequilíbrio econômico-financeiro em contratos públicos anteriores ao atual ciclo de alta de componentes, adota gestão de estoques de itens críticos e segue focada na expansão de negócios ligados à infraestrutura de TI, como servidores, Hardware as a Service (HaaS) e serviços gerenciados de TI, além de soluções em pagamento.








