Na sexta-feira, 8 de maio de 2026, a OceanPact (OPCT3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 30 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26). No período, a receita líquida somou R$ 497 mi, alta de 8% em relação ao 1T25, enquanto o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 163 mi, crescimento de 30%, com margem de 33%, 6 pontos percentuais acima do ano anterior.

O resultado foi influenciado pelos dois segmentos da companhia. Em Embarcações, a diária líquida média ficou em R$ 206 mil, avanço de 22% frente ao 1T25, e o EBITDA ajustado do segmento atingiu R$ 97 mi, alta de 35%. A taxa de ocupação da frota operacional recuou de 82% para 65%, impactada por mobilizações contratuais de sete embarcações, ociosidade comercial e downtime operacional menor que no ano anterior.

No segmento de Serviços, a receita líquida foi de R$ 275 mi no 1T26, crescimento de 53% ante os R$ 179 mi de um ano antes. O destaque foi a unidade de Subsea & Geociências, cuja receita aumentou 63%, impulsionada pelo início do contrato de descomissionamento com a Trident, do novo contrato de Monitoramento Ambiental e de dois projetos com a Petrobras na Colômbia. O EBITDA ajustado de Serviços somou R$ 67 mi, alta de 22%, com margem de 24%, abaixo dos 30% do 1T25 devido ao maior custo de afretamento intercompany de embarcações ligadas ao projeto de descomissionamento da Boia de Congro.

Os custos e despesas totais, excluindo parcerias, foram de R$ 424 mi, aumento de 4% na comparação anual. A companhia destacou a capitalização de parte dos custos de pessoal ligados às mobilizações contratuais, a maior depreciação e amortização decorrente de investimentos em capex realizados em 2025 e o aumento de aluguéis e afretamentos por conta do uso de embarcações de terceiros no projeto da Boia de Congro. A dívida bruta bancária encerrou o trimestre em R$ 1,877 bi, com dívida líquida bancária de R$ 1,339 bi e relação dívida líquida bancária/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses de 2,06 vezes.

No campo estratégico, a OceanPact informou que a assembleia geral extraordinária de 30 de março de 2026 aprovou, com mais de 99% dos votos, a combinação de negócios com a CBO Holding S.A., a ser realizada por meio de incorporação da CBO Holding com emissão de 274,5 mi de novas ações ordinárias. Após a conclusão, os acionistas da CBO deterão 57,86% e os atuais acionistas da OceanPact, 42,14% do capital total. A operação ainda depende da aprovação do CADE e de outras condições precedentes, com expectativa de conclusão entre o segundo e o terceiro trimestres de 2026.

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