A Randoncorp (RAPT4) registrou prejuízo líquido de R$ 47,6 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), ante prejuízo de R$ 7,7 mi no 1T25. A receita líquida consolidada somou R$ 3,1 bi, queda de 3,4% na comparação anual, em cenário marcado por menor receita de reposição e redução das vendas de semirreboques.
No período, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado alcançou R$ 370,4 mi, alta de 9,2% sobre o 1T25, com margem EBITDA de 12%. O EBITDA ajustado, que exclui eventos não recorrentes, também ficou em R$ 370,4 mi, redução de 12,9% em relação aos R$ 425,1 mi de um ano antes, com margem de 12%, 1,3 ponto percentual abaixo do 1T25.
O resultado financeiro foi negativo em R$ 202,0 mi, piora de 20,8% frente ao 1T25, influenciado por maior serviço da dívida e taxa Selic mais alta, parcialmente compensados por menor despesa com variação cambial e avanço das receitas financeiras. A companhia apontou ainda aumento da alíquota efetiva de impostos, inclusive pelo não reconhecimento de imposto diferido sobre prejuízo fiscal na controladora.
A receita líquida no mercado interno atingiu R$ 2,0 bi, queda de 3,8% na base anual, enquanto o mercado externo somou R$ 1,0 bi, recuo de 2,4% em reais. Em dólares, as receitas de mercado externo totalizaram US$ 199,0 mi, crescimento de 8,3% ante o 1T25, puxadas principalmente pela vertical Controle de Movimentos.
A Randoncorp encerrou março de 2026 com dívida líquida de R$ 6,1 bi, redução de 23,7% em 12 meses, e alavancagem de 4,40 vezes o EBITDA (3,17 vezes desconsiderando o Banco Randon). O retorno sobre o capital investido (ROIC, retorno sobre o capital investido) nos últimos 12 meses foi de 3,8%, queda de 4,1 pontos percentuais em relação ao 1T25, afetado por despesas não recorrentes e não usuais, além da maior carga tributária.








