Na segunda-feira, 11 de maio de 2026, a Petrobras (PETR4) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 32,7 bi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), ante R$ 35,2 bi no 1T25 e R$ 15,6 bi no 4T25. O lucro líquido sem eventos exclusivos foi de R$ 23,8 bi para os acionistas da Petrobras. A receita de vendas somou R$ 123,7 bi no período.
No 1T26, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 59,6 bi, queda de 2,4% em relação ao 1T25. Desconsiderando eventos exclusivos, o EBITDA ajustado foi de R$ 61,7 bi, 4,5% acima do 4T25. O lucro bruto consolidado ficou em R$ 59,6 bi, e as despesas operacionais foram de R$ 18,4 bi.
O fluxo de caixa operacional totalizou R$ 44,0 bi no 1T26, enquanto o fluxo de caixa livre foi de R$ 20,1 bi, abaixo dos R$ 26,0 bi do 1T25, impactado, entre outros fatores, por efeito negativo de capital de giro de R$ 6,9 bi. Em caixa e equivalentes, a companhia encerrou março de 2026 com R$ 34,3 bi, e as disponibilidades ajustadas chegaram a R$ 47,6 bi.
Os investimentos somaram US$ 5,1 bi no trimestre, recuo de 19,1% frente ao 4T25 e alta de 25,6% em relação ao 1T25, com 87,4% direcionados ao segmento de Exploração e Produção. A Petrobras destacou o início antecipado da operação da plataforma FPSO P-79 (Búzios 8), em 1º de maio de 2026, com capacidade de 180 mil barris de óleo por dia e potencial de ampliar em até 3 milhões de m³ por dia a oferta de gás no Brasil por meio do gasoduto Rota 3.
Em dólares, a dívida bruta atingiu US$ 71,2 bi em 31 de março de 2026, alta de 2% sobre dezembro de 2025, enquanto a dívida líquida foi de US$ 62,1 bi, avanço de 2,5% na mesma comparação. A relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses ficou em 1,43 vez e a dívida bruta/EBITDA ajustado em 1,64 vez, com prazo médio de 11,33 anos e taxa média dos financiamentos de 6,8% ao ano.






