O Magazine Luiza (MGLU3) registrou prejuízo líquido de R$ 55,2 mi no primeiro trimestre de 2026, ante lucro de R$ 12,8 mi no mesmo período de 2025. Na visão ajustada, que exclui itens não recorrentes, o resultado líquido foi negativo em R$ 33,9 mi. As vendas totais, que incluem lojas físicas, e-commerce com estoque próprio e marketplace, somaram R$ 15,2 bi, queda de 5,6% na comparação anual.

No 1T26, a receita líquida da companhia foi de R$ 9,2 bi, recuo de 2% frente ao 1T25, enquanto o lucro bruto atingiu R$ 2,8 bi, com margem bruta de 30,8%, 0,2 ponto percentual acima do ano anterior. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 717,6 mi, com margem de 7,8%, ante R$ 758,8 mi e margem de 8,1% no 1T25. Considerando efeitos não recorrentes, o EBITDA foi de R$ 685,4 mi, com margem de 7,4%.

As lojas físicas faturaram R$ 5,2 bi no trimestre, crescimento de 6,9% nas vendas totais e de 6,4% no conceito mesmas lojas. Já o e-commerce somou R$ 10,0 bi em vendas, redução de 11% em relação ao 1T25, sendo R$ 6,1 bi em estoque próprio (queda de 8,8%) e R$ 3,9 bi no marketplace (recuo de 14,3%). As despesas operacionais ajustadas corresponderam a 23,4% da receita líquida, com despesas de vendas em 18,5% e gerais e administrativas em 3,7%. As provisões para perdas em créditos de liquidação duvidosa somaram R$ 149,2 mi, impactadas pelo aumento da carteira de CDC.

O resultado financeiro líquido ajustado foi negativo em R$ 568,7 mi no 1T26, equivalente a 6,2% da receita líquida, aumento de 16,5% sobre o mesmo trimestre de 2025, influenciado pela alta da taxa de juros de 12,25% para 15% no período. A geração de caixa operacional dos últimos 12 meses foi de R$ 2,0 bi, e o caixa líquido ajustado encerrou março em R$ 1,2 bi, com posição de caixa total de R$ 6,2 bi, somando caixa, aplicações financeiras e recebíveis de cartão de crédito disponíveis.

No braço financeiro, o volume total de transações processadas pela MagaluPay alcançou R$ 25,3 bi no 1T26. A base de cartões de crédito atingiu 5,6 mi de cartões em março, e a Luizacred registrou faturamento de R$ 14,7 bi com cartões Luiza no trimestre. A carteira de cartão de crédito chegou a R$ 20,4 bi, com redução nos atrasos entre 15 e 30 dias e acima de 90 dias frente a março de 2025, e lucro líquido de R$ 75,1 mi no período.

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