A São Carlos Empreendimentos e Participações (SCAR3) registrou EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente de R$ 14 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), considerando a mesma base de ativos de 2025, o que representa crescimento de 56,5% sobre o 1T25. No período, a companhia destacou melhora operacional, desmobilização de ativos e novas estruturas voltadas à remuneração do acionista.
Na operação de escritórios, a vacância física na mesma base de ativos recuou 7 pontos percentuais entre o 1T25 e o 1T26. O trimestre teve locação dos blocos A e C do CA Santo Amaro, em São Paulo, somando 11,9 mil m², e elevação da ocupação do edifício City Tower, no Rio de Janeiro, para 75%, o maior nível em cinco anos.
No segmento Best Center, a vacância física na mesma base caiu de 15,0% no 1T25 para 9,6% no 1T26. As vendas totais atingiram R$ 95,7 milhões, ante R$ 87,5 milhões um ano antes, com crescimento de vendas em mesmas lojas (SSS) de 5,5%. O indicador de aluguel em mesmas áreas (Same Store Rent – SSR) ficou em 8,4% no 1T26, frente a 5,4% no 1T25. No trimestre, foram assinados 1.039 m² em novos contratos.
Na comparação em mesma base de ativos, a receita bruta somou R$ 25,2 milhões no 1T26, alta de 11,2% em relação aos R$ 22,7 milhões do 1T25. O NOI (lucro operacional de propriedades) alcançou R$ 16,3 milhões, ligeiramente acima dos R$ 16,0 milhões de um ano antes. O FFO (funds from operations) ajustado à mesma base ficou em R$ 0 no 1T26, ante resultado negativo de R$ 18,0 milhões no 1T25.
A dívida bruta consolidada da São Carlos totalizou R$ 868 milhões no 1T26, com caixa e aplicações financeiras de R$ 549 milhões, resultando em dívida líquida de R$ 285,3 milhões. Considerando o valor do portfólio de R$ 1,8259 bilhão e cotas de FIIs de R$ 352 milhões, a alavancagem medida por dívida líquida sobre o valor do portfólio e cotas de FIIs ficou em 13,1%. O prazo médio da dívida é de 5 anos, com custo nominal de 11,8% ao ano.
Como evento subsequente ao 1T26, a companhia anunciou a venda de quatro imóveis de escritórios – EZ Towers e CASA, em São Paulo, e City Tower e Pasteur 154, no Rio de Janeiro – por R$ 735 milhões, sendo R$ 514,5 milhões em pagamento à vista e R$ 220,5 milhões em cotas de fundo imobiliário. Os ativos somam área bruta locável de 76,8 mil m², com cap rate de 8,1%, e foram negociados por valor 18,5% abaixo do NAV. O comprador foi o FII SC Renda Imobiliária, que terá consultoria imobiliária da própria São Carlos.





