Na quarta-feira, 13 de maio de 2026, a São Carlos Empreendimentos e Participações (SCAR3) divulgou que registrou prejuízo contábil de R$ 42,3 mi no primeiro trimestre de 2026, enquanto o prejuízo líquido recorrente, que exclui vendas de imóveis e efeitos do CPC 36 (R3), foi de R$ 7,5 mi. O resultado foi impactado, entre outros fatores, pela consolidação dos fundos imobiliários TGRU Master e SC JiveMauá e por despesa de R$ 12,0 mi ligada a adesão a programa de parcelamento de ITBI de 2012 com a Prefeitura de São Paulo.
No 1T26, a receita bruta recorrente consolidada somou R$ 25,2 mi, queda de 46,3% ante o 1T25, refletindo a redução do portfólio após vendas de imóveis, enquanto na mesma base de ativos houve alta de 11,2%. A receita com locações foi de R$ 22,2 mi e a receita de serviços atingiu R$ 2,9 mi, avanço de 145,6% em 12 meses, com a atuação da São Carlos como consultora imobiliária e administradora de imóveis dos FIIs TGRU e SC JiveMauá.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente consolidado alcançou R$ 14,0 mi no 1T26, queda de 54,5% frente ao 1T25, mas com crescimento de 56,5% na mesma base de ativos. O NOI (Net Operating Income, indicador de resultado operacional de propriedades) recorrente foi de R$ 16,3 mi, com margem de 73,3%, retração de 58,1% em relação ao ano anterior, porém alta de 2,2% quando desconsiderados os imóveis vendidos nos últimos 12 meses.
A dívida bruta consolidada da São Carlos encerrou o trimestre em R$ 868,0 mi, com caixa e aplicações de R$ 549,0 mi e contas a receber de venda de imóveis de R$ 28,7 mi, resultando em dívida líquida de R$ 285,3 mi, redução de 53,2% ante o 1T25 e equivalente a 13,1% do valor do portfólio e das cotas de FIIs. O custo nominal da dívida foi de 11,7% ao ano, inferior aos 12,4% do mesmo período do ano anterior, e o prazo médio dos financiamentos ficou em 5,0 anos.
O Net Asset Value (NAV, valor patrimonial econômico) da companhia totalizou R$ 1,9 bi no fim do 1T26, ou R$ 33,0 por ação, frente a R$ 2,9 bi e R$ 50,2 por ação no 1T25. Após a venda, em 6 de maio de 2026, de quatro ativos de escritórios para o FII SC Renda Imobiliária por R$ 735,0 mi, operação posterior ao trimestre, a São Carlos informou que passará a ter posição de caixa líquido positivo e ampliará sua atuação como consultora imobiliária em três FIIs com patrimônio conjunto de cerca de R$ 2,0 bi.





