Rio de Janeiro, quinta-feira, 7 de maio de 2026 – A Allos (ALOS3) registrou no primeiro trimestre de 2026 EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 493,1 mi, alta de 11,2% em relação ao 1T25, com margem de 72,2%. A receita líquida, desconsiderando ajuste de aluguel linear, somou R$ 683,3 mi, crescimento de 10,5% sobre o mesmo período do ano anterior, impulsionada principalmente pelas verticais de desenvolvimento imobiliário e mídia.
No 1T26, o lucro líquido, também sem o ajuste de aluguel linear, foi de R$ 239,2 mi, queda de 2,5% frente aos R$ 242,2 mi de um ano antes, enquanto o indicador de Funds From Operations (FFO) atingiu R$ 298,8 mi, avanço de 8,8% na mesma base de comparação. Excluindo o Shopping Tijuca, afetado por um incidente citado pela companhia, o EBITDA teria crescido 17,0% e o FFO 18,2%, com margem EBITDA de 73,0%.
As vendas nos shoppings da Allos totalizaram R$ 9,5 bi no trimestre, alta de 4,3% em relação ao 1T25, ou 6,9% quando desconsiderado o Shopping Tijuca. As vendas por metro quadrado chegaram a R$ 1.846, aumento de 3,8% sobre um ano antes, e o indicador de vendas mesmas lojas (SSS) foi de 3,8%, chegando a 5,0% sem o Tijuca. A taxa de ocupação ficou em 96,2% (96,3% ex-Tijuca) e o custo de ocupação dos lojistas foi de 11,1% das vendas, estável frente ao 1T25.
No campo financeiro, a Allos reportou NOI de R$ 553,3 mi, crescimento de 1,1% ante o 1T25, e despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) de R$ 99,6 mi, redução de 13,2% na mesma comparação, refletindo o programa de eficiência "Simplifica Allos". O resultado financeiro foi negativo em R$ 183,2 mi, ante R$ 120,5 mi negativos no 1T25, com receitas financeiras menores devido ao maior pagamento de dividendos e despesas financeiras 4,8% menores, após ações de gestão de passivos que reduziram o custo médio da dívida para CDI + 0,72%.
Ao fim de março de 2026, a dívida bruta da companhia somava R$ 6,0 bi e a dívida líquida R$ 3,7 bi, resultando em alavancagem de 1,7 vez o EBITDA. A Allos informou ainda a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) de R$ 1 bi, com custo médio de 97,8% do CDI e vencimentos em 5, 7 e 10 anos, e destacou que, até maio de 2026, distribuiu R$ 730 mi em dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) aos acionistas.








