A Americanas (AMER3) registrou prejuízo líquido de R$ 329 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), redução de 34% em relação aos R$ 496 mi negativos do 1T25. A receita bruta consolidada atingiu R$ 3,7 bi no período, crescimento de 19,8% na comparação anual, com destaque para a receita bruta do físico somando R$ 3,3 bi e representando 91% do total.

No conceito de vendas mesmas lojas, as vendas brutas avançaram 22,2% no 1T26 ante o mesmo trimestre do ano anterior, e no acumulado de quatro meses o indicador cresceu 7,8%, 3,4 pontos percentuais acima da inflação dos últimos 12 meses. O lucro bruto de físico e O2O ficou em R$ 828 mi, alta de 23,5% ano a ano, com margem bruta de 28,3%, enquanto o lucro bruto consolidado alcançou R$ 834 mi, com margem de 27,0%.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) Ajustado, excluindo despesas e eventos relacionados à recuperação judicial e investigação, totalizou R$ 15 mi no 1T26, melhora de R$ 41 mi em 12 meses. Considerando o EBITDA Ajustado ex-IFRS 16 (sem pagamento de arrendamentos), o resultado foi negativo em R$ 186 mi, melhora de R$ 56 mi frente ao 1T25; desconsiderando efeitos extemporâneos de 2025, a companhia aponta evolução de R$ 115 mi.

O resultado financeiro consolidado foi negativo em R$ 131 mi, uma melhora de R$ 48 mi em relação ao 1T25, influenciado pelo reconhecimento de ganhos financeiros em acordos de parcelamento de tributos estaduais e federais e pela despesa de R$ 74 mi com juros e variação cambial das debêntures da 22ª emissão. A dívida bruta somou R$ 2,1 bi, integralmente em debêntures, enquanto as disponibilidades e recebíveis de cartão somaram R$ 1,7 bi, resultando em dívida líquida de R$ 347 mi, ou R$ 756 mi quando considerados os passivos remanescentes da recuperação judicial.

Em 25 de março de 2026, a Americanas protocolou pedido de encerramento da recuperação judicial após cumprir as obrigações previstas para os dois primeiros anos do plano. No mesmo dia, comunicou o resultado do processo competitivo para alienação da UPI Uni.Co e, em 1º de abril de 2026, firmou contrato de compra e venda para essa unidade, sujeito à aprovação do Cade. Em 13 de maio de 2026, a subsidiária HNT e a Americanas assinaram contrato para alienação dos ativos de 10 lojas da Hortifruti Natural da Terra em São Paulo ao Oba Hortifruti por R$ 69,3 mi, com R$ 10,395 mi pagos à vista no fechamento e o saldo em 24 parcelas mensais corrigidas pelo CDI.

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