A Log-In Logística Intermodal (LOGN3) registrou prejuízo líquido de R$ 37,9 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), ante lucro de R$ 26,5 mi no 1T25. A receita operacional líquida somou R$ 680,1 mi, praticamente estável em relação aos R$ 683,8 mi de um ano antes, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 106,6 mi, queda de 30,4% na comparação anual.
Segundo a companhia, o prejuízo do período decorreu principalmente da redução do lucro bruto, impactado pelo aumento dos custos variáveis na Navegação Costeira, e da menor reversão de contingências, o que elevou as despesas operacionais. Esses efeitos foram parcialmente compensados pela melhora do resultado financeiro, com reconhecimento de créditos tributários atualizados pela taxa Selic, e por menor despesa de IR/CSLL.
Por segmento, a Navegação Costeira e Soluções Integradas teve receita líquida de R$ 445,4 mi, queda de 5,9% sobre o 1T25, e EBITDA ajustado de R$ 66,9 mi, recuo de 40,9%, influenciados pela redução de volume e receita do serviço Feeder e pela desvalorização do dólar. O Terminal de Vila Velha (TVV) alcançou a maior receita líquida para um primeiro trimestre, com R$ 106,6 mi, alta de 21,0%, e EBITDA de R$ 47,6 mi, avanço de 29,2%, puxado pelo aumento da carga geral. Já o Transporte Rodoviário de Cargas teve receita líquida de R$ 128,1 mi, alta de 4,7%, e reverteu o desempenho negativo em termos ajustados, com EBITDA ajustado de R$ 2,7 mi ante R$ -0,5 mi no 1T25.
No balanço, em 31 de março de 2026, a Log-In apresentava dívida líquida de R$ 1.267,5 mi e dívida bruta de R$ 1.538,9 mi, com indicador de alavancagem de 1,7 vez a relação dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses. Os investimentos (CAPEX) somaram R$ 34,0 mi no trimestre, voltados principalmente à manutenção e disponibilidade de ativos e a iniciativas de eficiência e tecnologia.
Entre os eventos subsequentes, a companhia destacou a venda da embarcação Log-In Pantanal, em 27 de abril de 2026, para a Evolene Oceanway Limited, subsidiária de acionista controlador, com contrato de afretamento que preserva o uso do navio pela empresa, e o alfandegamento da Retroárea Penedo do TVV, de cerca de 70 mil m², cuja operação está prevista para começar em maio de 2026.








