Na quarta-feira, 13 de maio de 2026, a Equatorial Energia (EQTL3) divulgou que o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado somou R$ 2,879 bi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), aumento de 11,3% em relação ao 1T25. No mesmo período, o lucro líquido ajustado foi de R$ 359 mi, queda de 23,6% frente aos R$ 470 mi ajustados de um ano antes, enquanto o lucro líquido consolidado totalizou R$ 607 mi.
A receita operacional líquida alcançou R$ 12,750 bi no 1T26, crescimento de 12% na comparação anual, e os investimentos consolidados foram de R$ 2,585 bi, alta de 12,2%. A margem EBITDA ajustada ficou em 22,6% da receita líquida, praticamente estável em relação aos 22,7% do 1T25, e a equivalência patrimonial da participação na Sabesp contribuiu com R$ 254 mi no trimestre.
O resultado financeiro ajustado foi negativo em R$ 1,511 bi no 1T26, 5,7% acima do registrado no 1T25, impactado pelo aumento do CDI, principal indexador da dívida, e pelo crescimento de 14,7% no saldo de endividamento em 12 meses. A dívida líquida consolidada atingiu R$ 44,286 bi, praticamente estável em relação ao 1T25, e a relação dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses na visão de covenants caiu de 3,2x para 2,7x; desconsiderando o ganho de capital da venda de transmissão, o indicador seria de 3,1x.
No período, a companhia captou R$ 3,2 bi, alongando o prazo médio da dívida de 5,6 para 6,1 anos e reduzindo o spread médio das dívidas em CDI de CDI + 1,07% ao ano para CDI + 0,58% ao ano. A disponibilidade de caixa e aplicações financeiras chegou a R$ 11,6 bi, equivalente a 2,5 vezes a dívida de curto prazo, e em abril foram realizadas captações adicionais de R$ 1,7 bi ao custo médio aproximado de CDI + 0,89% ao ano.
Entre os destaques operacionais, o mercado Fio-B consolidado cresceu 3,8% no 1T26, as perdas totais ficaram em 18,0%, abaixo do nível regulatório, e houve melhora em indicadores de qualidade, com redução do DEC em 5 das 7 distribuidoras e cumprimento do FEC em todas. A Equatorial também informou adesão ao Acordo Gaúcho sobre passivos no valor de R$ 911 mi, assinatura dos contratos de renovação das concessões da Equatorial Pará e Equatorial Maranhão e resgate antecipado de ações preferenciais classes A e B da Equatorial Distribuição no montante de R$ 607 mi.







