Na quarta-feira, 13 de maio de 2026, a SLC Agrícola (SLCE3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 236,1 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), redução de 53,8% em relação ao 1T25. A receita líquida somou R$ 2,3 bi no período, queda de 2,7% na comparação anual, influenciada pelo menor volume faturado de algodão em pluma, soja e caroço de algodão.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 695,2 mi no 1T26, com margem de 30,7%, recuo de 26,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. Segundo a companhia, o desempenho foi afetado principalmente pela redução de R$ 132,5 mi no resultado bruto das culturas, exceto milho e sementes, com destaque para a soja, além do aumento das despesas administrativas e comerciais.
O resultado bruto consolidado caiu 12,3%, para R$ 943,2 mi, com margem bruta de 41,6% ante 46,2% no 1T25. O resultado operacional atingiu R$ 624,4 mi, queda de 27,9%, e o fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 1,35 bi, ainda assim 4,6% melhor que no mesmo período do ano anterior, reflexo do aumento da área plantada e da maior necessidade de capital de giro.
A dívida líquida ajustada encerrou o primeiro trimestre de 2026 em R$ 6,6 bi, aumento de R$ 1,3 bi em relação a 2025. A relação dívida líquida ajustada/EBITDA ajustado passou de 1,97 vez no fim de 2025 para 2,72 vezes no 1T26. A taxa média de juros da dívida recuou de 15,1% ao ano em 31/03/2025 para 14,9% ao ano em 31/03/2026, e a participação da dívida de longo prazo subiu de 78% para 81%.
No campo operacional, a companhia destacou recorde histórico de produtividade da soja na safra 2025/26, com 424,6 mil hectares plantados e produtividade média de 4.146 kg/ha, 4,7% acima da safra 2024/25 e 2,7% acima do projeto inicial. A área total prevista para a safra 2025/26 é de 830,3 mil hectares, alta de 12,8% sobre 2024/25, e a empresa informou ter avançado na comercialização da produção, com 79,2% da soja, 47% do milho e 84,6% do algodão já fixados, somados os compromissos.








