A CVC (CVCB3) registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 63,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, ante lucro ajustado de R$ 24 milhões no mesmo período de 2025. A companhia atribui a piora aos efeitos de um cenário geopolítico mais instável, com conflitos no Oriente Médio e mudanças na dinâmica cambial que afetaram a demanda internacional e o resultado financeiro.
No 1T26, a receita líquida consolidada somou R$ 365,1 milhões, crescimento de 0,8% em relação ao 1T25, enquanto o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 93,7 milhões, queda de 10,5% na comparação anual, com margem de 25,7%. O EBITDA não ajustado totalizou R$ 82,4 milhões, com margem de 22,6%.
As reservas confirmadas alcançaram R$ 4,28 bilhões no trimestre, alta de 3,8% sobre um ano antes, e as reservas consumidas ficaram em R$ 4,39 bilhões, avanço de 5,6%. No Brasil, as reservas confirmadas cresceram 8,1% e as consumidas 11,2% na comparação anual, enquanto na Argentina houve queda de 8,4% nas reservas confirmadas e de 9,1% nas consumidas. A receita líquida no Brasil foi de R$ 298,2 milhões, aumento de 6%, e na Argentina de R$ 66,9 milhões, recuo de 17,4%.
O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 80,7 milhões no 1T26, superior à despesa de R$ 53,1 milhões do 1T25, influenciada por maiores encargos financeiros, juros sobre antecipação de recebíveis e menores outras receitas financeiras, em especial pela redução de ganhos cambiais na Argentina. As despesas de depreciação e amortização somaram R$ 55,5 milhões, alta de 7,2% na comparação anual.
Em 31 de março de 2026, a dívida líquida da CVC era de R$ 241,8 milhões, aumento de R$ 140 milhões em relação ao final de 2025, devido ao consumo de caixa no trimestre. A alavancagem financeira passou de 0,2 vez para 0,5 vez o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, enquanto a dívida bruta totalizava R$ 418,9 milhões.








