Na divulgação de resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26), apresentada nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, a Movida (MOVI3) registrou lucro líquido de R$ 125 mi, crescimento de 59% em relação ao 1T25. A receita líquida consolidada somou R$ 3,781 bi e o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 1,569 bi no período.
No segmento de locação, a companhia apurou receita líquida de R$ 2,206 bi no 1T26, alta de 17% sobre o mesmo trimestre de 2025, enquanto o EBITDA de locação foi de R$ 1,551 bi. O EBIT consolidado totalizou R$ 918 mi no trimestre. A frota total ao fim do período alcançou 267 mil veículos, com frota operacional média de 238 mil carros.
Em rent-a-car, o volume de diárias chegou a 7,085 milhões, aumento de 18% na comparação anual, com tarifa média de R$ 168 e taxa de ocupação de 77,3%. A receita líquida de locação desse segmento foi de R$ 1,076 bi, com margem EBITDA de 66,4% e receita média mensal por carro de R$ 3.872. Em gestão e terceirização de frotas, a frota média operacional foi de 131.044 veículos, backlog de receita de R$ 8,487 bi e receita por carro de R$ 3.162 no 1T26, 11% acima do 1T25.
Na divisão de seminovos, a receita líquida foi de R$ 1,575 bi, ante R$ 1,689 bi no 1T25, com margem EBITDA de 1,1% e 20.620 carros vendidos. As despesas gerais e administrativas (SG&A) dessa operação representaram 5,6% da receita, queda de 0,3 ponto percentual em relação ao 1T25. A companhia encerrou o trimestre com 122 lojas de seminovos, ante 93 um ano antes.
Do lado financeiro, a Movida informou dívida líquida de R$ 16,3 bi e dívida bruta de R$ 20,2 bi, com custo médio equivalente a CDI mais 1,7% ao ano e prazo médio de 3,7 anos. A alavancagem medida por dívida líquida sobre EBITDA caiu para 2,6 vezes no 1T26, ou 2,5 vezes considerando o EBITDA anualizado e o aumento de capital de R$ 750 mi, e a companhia reportou retorno sobre o capital investido dos últimos 12 meses de 16,4%. Para o segundo trimestre de 2026, a empresa divulgou projeção de lucro líquido entre R$ 110 mi e R$ 130 mi, o que levaria o lucro do primeiro semestre de 2026 a R$ 245 mi.







