Na quarta-feira, 6 de maio de 2026, a Automob (AMOB3) divulgou que registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 47,2 mi no primeiro trimestre de 2026, enquanto a receita líquida somou R$ 3,1 bi, avanço de 7,5% em relação ao 1T25. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 143,3 mi no período, crescimento de 2,0% na mesma comparação.
No consolidado, o lucro bruto atingiu R$ 452,9 mi no 1T26, alta de 5,0% sobre os R$ 431,5 mi de um ano antes, com margem bruta de 14,5%, ligeiramente abaixo dos 14,8% registrados no 1T25. O EBITDA não ajustado somou R$ 136,7 mi e o prejuízo líquido contábil foi de R$ 56,7 mi, com margem líquida negativa de 1,8%.
O segmento de veículos leves, que representa cerca de 80% da receita consolidada, registrou receita bruta de R$ 2,67 bi no 1T26, crescimento de 19,5% a/a, e lucro bruto de R$ 380,1 mi, alta de 13,7% na mesma base, com margem bruta de 14,8%. Segundo a companhia, esse segmento apresentou lucro líquido de R$ 35 mi no trimestre, desconsiderando despesas financeiras ligadas à dívida da holding.
Em veículos pesados, caminhões e ônibus tiveram queda de 29,0% na receita bruta, para R$ 401,2 mi, e recuo de 24,6% no lucro bruto, para R$ 62,7 mi, embora a margem bruta tenha subido de 16,3% para 17,7%. No Agro e Máquinas, a receita bruta caiu 17,3% a/a, para R$ 236,8 mi, com lucro bruto de R$ 10 mi e margem de 4,8%, enquanto a empresa relata prejuízo de R$ 49 mi nesse segmento, também excluindo efeitos financeiros da dívida da holding.
A Automob destacou ainda a redução da relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, de 3,7 vezes no 4T25 para 3,5 vezes no 1T26, apoiada por liberação de R$ 303 mi em capital de giro no trimestre, sendo R$ 274 mi provenientes de estoques. O capex líquido foi de R$ 22 mi no 1T26, o menor dos últimos 12 trimestres.








