Na divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, a Allied (ALLD3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 44,7 mi, enquanto a receita líquida de vendas somou R$ 1,501,7 bi no período. O EBITDA recorrente (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 63,6 mi no 4T25, com margem de 4,2%, ante 3,9% no 4T24.
Em comparação ao mesmo trimestre de 2024, a receita líquida cresceu 8,3%, puxada pelo desempenho do Brasil, cuja receita subiu 4,3%, para R$ 1,302,1 bi, e pela operação internacional, que avançou 44,3%, para R$ 199,7 mi. O lucro bruto consolidado atingiu R$ 184,1 mi, alta de 3,9% a/a, com margem de 12,3%, ligeiramente abaixo dos 12,8% do 4T24.
No acumulado de 2025, a companhia apresentou receita líquida de R$ 5,504,6 bi, praticamente estável em relação a 2024, e EBITDA recorrente de R$ 218,9 mi, também em linha com o ano anterior. O lucro líquido recorrente anual foi de R$ 113 mi, enquanto o lucro líquido contábil, influenciado por efeitos não recorrentes como créditos tributários da Lei do Bem e repercussões do DIFAL, totalizou R$ 332,7 mi.
A geração de caixa operacional em 2025 somou R$ 514,7 mi, refletindo resultado operacional, redução de estoques, aumento líquido de fornecedores e habilitação de créditos tributários. O caixa ao fim de 2025 foi de R$ 375,9 mi, após fluxo de caixa de financiamento negativo de R$ 560,1 mi no ano, que incluiu pagamentos de juros e amortizações de dívidas, distribuição de proventos e redução de capital de R$ 180 mi.
A dívida líquida da Allied encerrou 2025 em R$ 48,1 mi, queda de 41,1% em relação ao 4T24, com dívida bruta de R$ 423,9 mi e caixa de R$ 375,9 mi. A relação dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses ficou em 0,2 vez. Em 2025, a companhia distribuiu R$ 109,7 mi em JCP (Juros sobre Capital Próprio), o que equivale a R$ 1,16 por ação e a um rendimento de 14,2% considerando o preço da ação em 31/12/2025.






