Na terça-feira, 24 de março de 2026, o Grupo Energisa (ENGI3, ENGI4, ENGI11) informou que o consumo total de energia elétrica em suas áreas de concessão, somando mercados cativo e livre, alcançou 7.230,6 GWh nos dois primeiros meses de 2026, alta de 2,7% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas classes residencial e rural, em um cenário de clima mais quente em regiões como Tocantins, Nordeste e Mato Grosso, além da expansão da base de clientes.
No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, o consumo residencial somou 3.169,5 GWh, crescimento de 4,3% frente aos 3.039,1 GWh do primeiro bimestre de 2025. A classe rural consumiu 595,1 GWh, avanço de 5,3% ante 565,1 GWh um ano antes, refletindo maior atividade de clientes irrigantes e do setor agropecuário, em linha com o bom desempenho da produção de proteínas.
Entre as distribuidoras do grupo, cinco registraram aumento no consumo no bimestre: Energisa Mato Grosso (EMT) teve alta de 6,6%, Energisa Paraíba (EPB) e Energisa Tocantins (ETO) avançaram 3,7% cada, e Energisa Sergipe (ESE) cresceu 4,2%. O documento destaca que, em EMT e ESE, além da classe residencial, houve expansão relevante na indústria e na área rural, com maior demanda de clientes irrigantes, agropecuários e do setor de alimentos, além da entrada de novas cargas e ampliações contratadas por grandes consumidores.
Considerando apenas fevereiro de 2026, o consumo consolidado de energia elétrica do Grupo Energisa, entre clientes cativos e livres, foi de 3.550,0 GWh, aumento de 1,0% frente a fevereiro de 2025. Sem o efeito de um calendário de leitura menor no mês, a companhia estima que o crescimento teria sido de 3,6%. No período, quatro das nove distribuidoras apresentaram alta: EMT (+5,2%), EPB (+2,8%), ETO (+4,1%) e ESE (+1,9%).
Na análise por classe em fevereiro, o consumo residencial cresceu 1,7%, para 1.544,3 GWh, respondendo por 63% da expansão mensal. A classe industrial avançou 1,2%, atingindo 707,6 GWh, com elevação em seis distribuidoras e destaque para EMT, ESE e Energisa Acre (EAC), ligada a segmentos como proteínas, grãos e laticínios. A classe rural aumentou 2,3%, para 290,7 GWh, enquanto a classe comercial ficou praticamente estável, com leve queda de 0,2%, para 627,5 GWh.
No indicador de perdas totais de energia, medido como percentual da energia injetada nos últimos 12 meses até fevereiro de 2026, o Grupo Energisa consolidado registrou 12,12%, abaixo do limite regulatório de 12,87%. Entre as distribuidoras, os percentuais variaram de 6,26% na Energisa Sul-Sudeste (ESS) a 20,12% na Energisa Rondônia (ERO), considerando o dado de fevereiro de 2026.






