Na sexta-feira, 15 de maio de 2026, a Light (LIGT3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 2,8 bi no primeiro trimestre de 2026 (1T26) e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 423 mi, redução de 27,0% em relação ao mesmo período de 2025. No consolidado do trimestre, os investimentos totalizaram R$ 349 mi, alta de 18% na comparação anual.
Segundo a companhia, o consumo no mercado da distribuidora somou 6.750 GWh no 1T26, queda de 5,3% ante os 7.128 GWh de 1T25, refletindo clima mais ameno e uma base de comparação mais forte. A temperatura média caiu de 28,3°C no 1T25 para 26,9°C no 1T26. As perdas não técnicas somaram 8.170 GWh nos últimos 12 meses até o 1T26, com indicação de queda de 7,1% ano a ano e mix estável.
Na operação da distribuidora, a Light informou novo recorde histórico do Tempo Médio de Atendimento Emergencial, que recuou de 861 minutos nos 12 meses até 1T25 para 538 minutos nos 12 meses até 1T26, redução de 62%. Os indicadores de qualidade DEC (duração equivalente das interrupções no fornecimento de energia por unidade consumidora) e FEC (frequência equivalente de interrupções no fornecimento de energia por unidade consumidora) permaneceram dentro dos limites regulatórios.
O EBITDA ajustado da distribuidora foi de R$ 247 mi no 1T26, queda de 47,5% frente aos R$ 471 mi de 1T25, influenciado por menor margem bruta e maior PMSO, enquanto as contingências jurídicas seguiram trajetória de melhora no estoque e volume de novos processos, com redução de 4,3% ano a ano. Já o EBITDA ajustado da geradora e comercializadora alcançou R$ 164 mi, alta de 45,3% em relação aos R$ 113 mi de 1T25, apoiado em maior volume comercializado e captura de margens em ambiente de maior volatilidade e PLD 94% superior ano a ano; o lucro líquido deste segmento foi impactado pela reversão não caixa da marcação a mercado dos contratos da comercializadora.
A companhia informou ainda que a concessão de distribuição foi renovada por mais 30 anos, com reconhecimento das especificidades da área de concessão, e apresentou cronograma para aumento de capital privado de até R$ 1,5 bi, com montante mínimo de R$ 1 bi. O preço de emissão foi definido em R$ 6,29 por ação, com direito de preferência aos atuais acionistas entre 20 de maio e 18 de junho, data de corte em 19 de maio, além da previsão de bônus de vantagem adicional na razão de 2 bônus para cada 1 ação subscrita, com valor de exercício de R$ 0,01 por bônus e lock-up de 30 meses com cinco janelas de liberação.







