A Embraer encerrou o 4T25 com carteira de pedidos recorde de US$ 31,6 bilhões (+20% a/a; +1% t/t) e 91 aeronaves entregues no trimestre, coroando 2025 com 244 entregas (+18% vs. 2024). Na Aviação Comercial, o backlog chegou a US$ 14,5 bilhões (+42% a/a), mesmo com a queda de 5% t/t decorrente da renegociação com a Azul. Esse ajuste preservou o relacionamento e redistribuiu cronogramas sem desorganizar o ramp-up, em linha com a repactuação com a Azul, homologada em dezembro. O trimestre também trouxe pedidos relevantes (TrueNoord, Helvetic e Air Côte d’Ivoire), book-to-bill de 2,8x em 2025 em Comercial e sinais de diversificação por geografia e perfil de cliente; em Defesa, novos contratos para KC-390 e A-29 sustentaram expansão do backlog; e em Serviços, a construção do MRO em Fort Worth (inauguração em 2027) reforça a esteira de receitas recorrentes.
Do lado operacional, a companhia combinou aceleração de entregas (91 no 4T25) com previsibilidade: 78 jatos comerciais dentro do guidance (77–85) e 155 executivos no topo da faixa (145–155), além de nivelamento que reduziu a sazonalidade histórica do 4º tri na Aviação Executiva (34% do total anual, ante média de 43% em cinco anos). A densidade de backlog e a flexibilidade de realocar slots — evidenciadas nas novas campanhas do E2 e na base instalada europeia — diminuem dependência de um único operador e sustentam margens e caixa rumo a 2026/2027. Em síntese, os números atuais consolidam a aceleração operacional no 4T25 e cumprimento do guidance em Comercial e Executiva, validando a estratégia de right-sizing até 150 assentos e a expansão de serviços como pilares de resiliência.
Para 2026, a Embraer projeta “resultados tangíveis adicionais” do nivelamento de produção, com marcos já no horizonte (primeira entrega à Air Côte d’Ivoire e abertura do MRO nos EUA em 2027). Essa visibilidade operacional — com backlog recorde, book-to-bill saudável e carteira mais diversificada — retroalimenta a agenda de mercado de capitais e liquidez. Após um 4T25 de forte execução, a companhia fortaleceu a experiência do investidor e o price discovery na B3 com o formador de mercado contratado em janeiro de 2026, movimento que dá continuidade à normalização do retorno ao acionista e se apoia em fundamentos mais previsíveis para a próxima fase do ramp-up.







