Em fato relevante de 12 de janeiro de 2026, a Embraer (EMBJ3) contratou a BTG Pactual Corretora para atuar como formador de mercado de suas ações ordinárias na B3, por 12 meses, com início em 13 de janeiro. O objetivo é fomentar a liquidez, em conformidade com a Resolução CVM 133/2022 e regras da B3. A empresa informou ter 722.766.139 ações em circulação e que não celebrou acordos de voto ou de compra e venda com o formador.
O movimento dá continuidade à organização da relação com investidores e à normalização do retorno ao acionista. Em dezembro, a companhia anunciou JCP suplementar e dividendos intercalares de dezembro, com datas unificadas e foco em previsibilidade, consolidando um calendário claro entre B3 e NYSE. Com um market maker ativo, a Embraer tende a reduzir spreads, aumentar a profundidade do book e suavizar a execução de ordens em eventos de maior fluxo, beneficiando especialmente institucionais; ao mesmo tempo, o desenho preserva a independência do mercado, sem acordos de voto com o agente e em linha com a CVM 133. Esse arranjo complementa a conclusão antecipada do programa de recompra de 10,8 milhões de ações, que ajustou a base em circulação e reforçou a disciplina de capital, criando um ecossistema mais eficiente para remuneração e liquidez.
Do ponto de vista de fundamentos, a decisão ocorre após um 4T25 de forte execução industrial e comercial, que elevou a previsibilidade de caixa para 2026 e tende a ampliar a cobertura e a rotação do papel — cenário no qual um formador de mercado potencializa a experiência do investidor e o price discovery. Esse pano de fundo foi ancorado pela aceleração operacional no 4T25 e cumprimento do guidance em Comercial e Executiva, o que sustenta a tese de maior atratividade do papel e justifica o reforço de liquidez na B3.







