Na divulgação de resultados do primeiro trimestre de 2026, a Marcopolo (POMO4) registrou lucro líquido de R$ 264,6 mi, crescimento de 8,8% em relação ao 1T25. A receita líquida total somou R$ 1,655,2 bi no período, queda de 1,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 304,8 mi no 1T26, alta de 16,3% sobre os R$ 262,0 mi de um ano antes, com margem EBITDA de 18,4%, ante 15,6% no 1T25. O lucro bruto foi de R$ 373,4 mi, com margem bruta de 22,6%, ligeiramente abaixo dos 22,9% do 1T25.

A receita da companhia no Brasil foi de R$ 899,7 mi, recuo de 3,5% na comparação anual, enquanto as exportações a partir do país somaram R$ 159,3 mi, queda de 9,0%. As operações no exterior responderam por R$ 596,2 mi em receita, avanço de 4,6% sobre o 1T25.

No trimestre, a produção total da Marcopolo foi de 2.396 unidades no Brasil, redução de 5,1% ante o 1T25, enquanto as unidades externas passaram de 546 para 363 veículos. A companhia também informou que a dívida líquida industrial representava 0,2 vez o EBITDA ao fim do período.

Entre as perspectivas, a empresa destaca a habilitação para fornecer até 7.210 unidades ao programa Caminho da Escola, incluindo 620 veículos Volare, 2.220 urbanos e 4.370 micros, com entregas previstas para impactar o segundo semestre de 2026 e o ano de 2027. A Marcopolo menciona ainda investimentos concentrados em eficiência industrial e pesquisa e desenvolvimento, além de proventos deliberados com pagamento em 8 de maio e expectativa de crescimento de volumes a partir do 2T26.

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