A Embraer (EMBJ3) encerrou 2025 com aceleração operacional: foram 91 aeronaves entregues no 4T25, acima do 3T25 (62) e do 4T24 (75). No trimestre, a Aviação Comercial somou 32 jatos (15 E195‑E2, 14 E175 e 3 E190‑E2) e a Aviação Executiva 53 unidades, com destaque ao Phenom 300. No ano, a companhia entregou 244 aeronaves (Comercial, Executiva e Defesa & Segurança), ante 206 em 2024. A Aviação Comercial atingiu 78 jatos, dentro do guidance de 77‑85, e a Executiva chegou a 155, no topo da faixa de 145‑155. Em Defesa & Segurança, foram 11 aeronaves (3 KC‑390 e 8 A‑29). A métrica combinada de Comercial + Executiva totalizou 233, em linha com a estimativa de 222‑240 para 2025 (exclui KC‑390 e A‑29).
Este resultado consolida a tração industrial e comercial do programa E2 e valida a capacidade da Embraer de preservar cronogramas mesmo durante ajustes de clientes. A flexibilidade de realocação de slots e a maior densidade de backlog, evidenciadas na repactuação com a Azul, com realocação de slots e backlog recorde no 3T25, reduziram a dependência de um único operador e abriram espaço para sustentar o ramp‑up. O 4T25 já refletiu esse equilíbrio: 15 E195‑E2 no trimestre e 38 no ano, combinados a 34 E175, mostram que a empresa capturou demanda onde havia mais tração, cumprindo o guidance sem “forçar” volumes e reforçando visibilidade de margens e caixa para 2026.
Em paralelo, o eixo europeu segue como vetor de sustentação do mix e do nível de produção para 2026/2027. A ampliação da base instalada na região, somada à adoção do E2 em operações de wet‑lease e aeroportos com restrições de ruído, ajuda a ancorar o uso de capacidade e alimenta a esteira de Serviços & Suporte. Esse pano de fundo reforça a continuidade da estratégia de right‑sizing na faixa de até 150 assentos e dá previsibilidade à linha do E195‑E2, como ilustra o pedido adicional da Helvetic Airways por E195‑E2 no Dubai Air Show.
No segmento de 70‑90 assentos, o desempenho do E175 no 4T25 (14 unidades) e no acumulado de 2025 (34) dialoga com a demanda estrutural por conectividade regional e substituição de turboélices. A entrada de novos contratos nessa família amplia o horizonte de entregas a partir de 2027, fortalece a presença da Embraer na África e diversifica a carteira por geografia e perfil de cliente, mantendo o book‑to‑bill saudável e a previsibilidade industrial. Esse movimento fica evidente no pedido firme da Air Côte d’Ivoire por quatro E175, contabilizado no 4T25.
Ao cumprir o guidance em Comercial e entregar o topo da faixa na Executiva, a companhia reforça a previsibilidade de geração de caixa que embasa a normalização do retorno ao acionista. A sincronização entre ramp‑up, backlog e gestão de capital tende a manter a disciplina de investimentos e o calendário de proventos, como se viu no JCP suplementar e dividendos intercalares de dezembro, alinhados à política de previsibilidade. Em síntese, o 4T25 fecha o ano evidenciando execução industrial consistente, carteira diversificada e fundamentação financeira para sustentar 2026 com foco em qualidade de mix e margens.







