A Embraer (EMBJ3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 145,4 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), excluindo efeitos da subsidiária Eve, enquanto o lucro líquido atribuível aos acionistas da Embraer foi de R$ 174,8 mi, equivalente a R$ 0,2429 por ação. No mesmo período, a receita líquida consolidada somou R$ 7,6 bi, crescimento de 18% em relação ao 1T25.
O EBIT ajustado (lucro antes de juros e impostos, excluindo itens extraordinários) atingiu R$ 488,6 mi no 1T26, com margem de 6,4%. Considerando os itens extraordinários de R$ 64,6 mi referentes à Eve, o EBIT reportado foi de R$ 424 mi, com margem de 5,6%, frente a R$ 296 mi e margem de 4,6% no 1T25.
Por segmento, as receitas da Aviação Comercial foram de R$ 1,5 bi, alta de 32% ano contra ano, enquanto a Aviação Executiva somou R$ 2,2 bi, avanço de 17%. Defesa & Segurança alcançou R$ 1,2 bi em receitas, aumento de 47% sobre o 1T25, e Serviços & Suporte totalizaram R$ 2,6 bi, crescimento de 4% na mesma comparação.
No trimestre, a Embraer entregou 44 aeronaves, sendo 10 jatos comerciais, 29 jatos executivos e 5 aeronaves de Defesa & Segurança, volume 47% superior às 30 entregas do 1T25. A carteira de pedidos firmes atingiu US$ 32,1 bi ao fim de março de 2026, alta de 22% em relação a um ano antes e maior nível já registrado pela companhia.
O fluxo de caixa livre ajustado sem a Eve foi negativo em R$ 2,4 bi no 1T26, influenciado principalmente pelo aumento de R$ 1,2 bi em estoques para atender a um maior número de entregas nos próximos trimestres. A companhia reiterou suas projeções para 2026, estimando entregas de 80 a 85 aeronaves na Aviação Comercial, 160 a 170 aeronaves na Aviação Executiva, receita entre US$ 8,2 bi e US$ 8,5 bi, margem EBIT ajustada de 8,7% a 9,3% e fluxo de caixa livre ajustado sem Eve de pelo menos US$ 200 mi no ano.








