Nesta quinta-feira, 22/01/2026, a Sanepar realizou audiência pública na B3 para debater a Concorrência Pública do contrato de Locação de Ativos, precedida de obras, do Sistema de Abastecimento Integrado do Norte do Paraná (SAINP). O encontro dá continuidade ao comunicado de 09/07/2025 e marca a passagem do projeto para a fase de contribuições finais ao edital e à minuta contratual (envios até 30/01/2026). O formato escolhido reforça a opção por parcerias e CAPEX escalonado, linha já explicitada no Programa de Investimentos 2026–2030 de R$ 13,1 bilhões, que organizou a expansão com uso de modelagens contratuais mais leves em balanço e ênfase em esgoto no Norte do estado.

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Ao realizar a audiência dentro da B3, a companhia sinaliza diálogo direto com investidores e financiadores, fortalecendo transparência e governança para um modelo de locação de ativos que busca distribuir riscos, acelerar entregas e preservar modicidade tarifária. A etapa pública também permite calibrar garantias, cronogramas e indicadores de desempenho que orientarão a execução e a inserção futura desses ativos na base regulatória, além de aumentar a competição entre proponentes e reduzir incertezas contratuais no ciclo 2026–2030.

Essa sequência operacional depende de previsibilidade financeira. Nesse sentido, a decisão de transformar um passivo atuarial em fluxo de longo prazo, com o equacionamento do FusanPrev aprovado em novembro de 2025, ajuda a suavizar desembolsos entre 2026 e 2038, compatibilizando obrigações com a rampa de investimentos do SAINP. Ao reduzir choques de caixa e dar visibilidade a covenants, a Sanepar cria espaço para modelagens que exigem compromissos plurianuais e performance regulatória mensurável, aspecto crucial em contratos de locação de ativos precedidos de obra. A previsibilidade também amplia a capacidade de estruturar garantias e seguros de performance, aumenta a atratividade para consórcios privados e sustenta um cronograma realista de mobilização, licenciamento e início de operação.

No eixo regulatório-tarifário, a estabilidade de receita é outro pilar que dá sustentação ao projeto. A implementação da Tarifa Social com manutenção da tarifa média em dezembro de 2025 combinou inclusão com neutralidade de receita, fortalecendo a bancabilidade de iniciativas de longo prazo. Ao calibrar descontos nas primeiras faixas de consumo e preservar o fluxo tarifário, a companhia reforçou o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, condição que dialoga diretamente com a lógica do SAINP: previsibilidade de caixa, alocação de riscos e expansão com modicidade. Em síntese, a audiência pública é a etapa natural de uma estratégia iniciada em 2025 que une previsibilidade regulatória, disciplina financeira e parcerias para acelerar a universalização no Norte do Paraná, antes da fase competitiva de recebimento de propostas e adjudicação.

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